Gerando vida, construindo parcerias e famílias

Uma gravidez pode transformar a vida da mulher e de quem estiver ao seu lado. Se o homem assumir o seu papel de pai, pode ser criada uma parceria estreita e enriquecedora para todos.

A gestação é um momento único na vida de grande parte das mulheres. As mudanças emocionais e físicas são marcantes, e variam conforme a fase da gravidez. Neste período, sentimentos de ansiedade, medo, insegurança e tristeza competem com alegria, felicidade e amor. A mulher vive em uma “gangorra emocional” e o apoio e a compreensão do(a) companheiro(a), familiares e amigos(as) são fundamentais para a gestação evoluir de maneira saudável, tanto para o bebê quanto para a mãe. E, em relação à saúde física, os cuidados devem ser acompanhados pelo ou pela obstetra no decorrer das consultas do pré-natal.

É durante o pré-natal que as dúvidas das mães, e dos pais, sobre alterações hormonais, transformações do corpo materno, crescimento e desenvolvimento do bebê são esclarecidas. Esta fase também é fundamental para diagnosticar doenças congênitas ou malformações.

O envolvimento do homem durante o pré-natal reflete uma conscientização da importância de acompanhar e dar suporte à mulher neste período, além de estabelecer e/ou fortalecer a relação entre pai e filho.

De acordo com o Guia do Pré-Natal do Parceiro para Profissionais de Saúde do Ministério da Saúde, lançado em 2016, “historicamente, tanto o planejamento reprodutivo quanto as ações em saúde voltadas ao momento da gestação, parto e puerpério (pós-parto) foram pensadas e direcionadas às mulheres e às gestantes”, o que acabava por não incentivar a participação do homem durante o período gestacional da mulher. Neste contexto, a responsabilidade sobre a saúde e desenvolvimento do bebê já recaía de forma unilateral sobre a mãe, estendendo-se também à criação e educação das crianças.

Hoje, na busca por diminuir essa desigualdade, incentiva-se que o pai seja presente e participativo desde o planejamento reprodutivo, uma vez que isso pode levar a uma paternidade mais interativa e cuidadora.

Em que consiste o pré-natal do parceiro?

Quando a mulher pretende engravidar, ou assim que confirma a gravidez, ela começa a realizar o pré-natal, que é a rotina de consultas e exames para as gestantes e futuras gestantes. Da mesma maneira, o Ministério da Saúde tem implementado o pré-natal do parceiro, que busca estimular a presença do pai nas consultas do pré-natal, bem como solicita ao homem a realização alguns exames já feitos pelas mulheres normalmente, como sorologia para hepatite B e C, HIV e sífilis, além de exames de sangue para detectar presença ou não de diabetes, verificar níveis de colesterol e medição da pressão arterial.

É importante ter a noção de que gravidez não é exclusividade do universo feminino. Homens e mulheres podem mudar este paradigma, envolvendo e qualificando os homens na prevenção de transmissão de doenças durante a gestação, na atenção e cuidados com a saúde da mulher durante a  gravidez, no pós-parto, e na dedicação e responsabilidades para com o recém-nascido (o que só tende a aumentar os laços familiares).

Vale destacar ainda, que, segundo o Guia, o Ministério da Saúde também tem o propósito de fazer do pré-natal do parceiro “uma das principais ‘portas de entrada’ aos serviços ofertados pela Atenção Básica em saúde a esta população, ao enfatizar ações orientadas à prevenção, à promoção, ao autocuidado e à adoção de estilos de vida mais saudáveis. ”

Trabalho de parto e pós-parto

O momento do parto é um dos momentos mais críticos na vida das mulheres que decidem ser mães. Independentemente do tipo de parto que será realizado, cesárea ou vaginal, o momento é delicado e oferece alguns riscos. Contudo, desde 2005, vigora no Brasil a Lei do Acompanhante. Por meio desta lei é garantida à parturiente a presença de alguém conhecido e de confiança para acompanhar o parto, bem como o pós-parto imediato (período por até 10 dias).

Tanto os hospitais da rede pública quanto os da rede privada devem permitir que a gestante escolha uma pessoa, parente ou não, homem ou mulher, para ser acompanhante.  A presença de uma pessoa conhecida e de confiança da gestante estimula que os pais possam estar cada vez mais envolvidos.

Você não está sozinha. Estimule seu parceiro a vivenciar a gestação compartilhada e a paternidade participativa. Faz bem para você, para ele, para o bebê. Faz bem para a família. #ElaDecide

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