As doenças que afetam as mulheres e como preveni-las

Quando se fala de saúde feminina, a lista de doenças que acometem as mulheres não é curta. Por falta de informação ou baixa frequência a(o) médica(o), elas são acometidas por enfermidades que podem ser facilmente prevenidas. Veja como evitar.

Desde a primeira vez que você foi ao ou à ginecologista, quantas doenças conheceu, quantos alterações no seu corpo conseguiu identificar e quantos problemas conseguiu solucionar pelo simples conhecimento do seu corpo e prevenção?

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), doenças ligadas à saúde reprodutiva e à maternidade encabeçam a lista de enfermidades que acometem mulheres no mundo. Enquanto câncer de mama e do colo do útero, além de ISTs, são motivo de alarme, é fundamental termos em mente que a prevenção é a chave para evitar que o corpo adoeça e, caso isso ocorra, que quadros mais graves não se instalem.

A campanha Ela Decide Seu Presente e Seu Futuro é uma iniciativa para que mulheres conheçam mais sobre seu corpo e também passem a reconhecer nele mudanças  e reações que possam indicar o seu adoecimento. Vamos conhecer alguns inimigos do organismo da mulher.

ISTs

As Infecções Sexualmente Transmissíveis são motivo de adoecimento de muitas mulheres no Brasil, por falta de prevenção. A simples utilização da camisinha masculina ou feminina evita as chamadas “doenças do sexo”, como Sífilis, Gonorreia, HPV, Câncer do Colo de Útero, HIV/AIDS entre outras.

Em nosso país, a vida sexual começa, em média, entre os 13 e os 17 anos. Portanto, meninas e jovens mulheres devem se manter informadas tanto sobre seus corpos quanto sobre formas de protegê-lo. Ir regularmente ao(à) ginecologista – você pode optar por um(a) médico(a) de outra especialidade – é primordial , não só para receber informações sobre métodos contraceptivos e maneiras de evitar ISTs, como também para realizar exames preventivos.

Saiba mais sobre como proteger seu aparelho reprodutor das ISTs

Câncer

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer) e o Ministério da Saúde, o câncer é o maior fator de mortalidade para pessoas entre 15 e 29 anos, retirando mortes por causas externas. Ainda segundo o relato, o carcinoma é o tipo mais encontrado de câncer, aparecendo na mama e no colo do útero.

Câncer do Colo do Útero – o câncer do colo do útero geralmente está ligado diretamente ao HPV, um vírus que pode ser evitado com o uso de camisinha  e de vacina disponível no SUS. O HPV pode, inclusive, gerar outras complicações além do câncer no colo do útero.

O exame Papanicolau ou Preventivo deve ser feito periodicamente por mulheres sexualmente ativas. Caso a mulher ainda não tenha iniciado a vida sexual, um exame preventivo adequado pode ser feito. O Papanicolau é feito clinicamente por médicos e até mesmo por enfermeiros(as) e a amostra é analisada em laboratório. Se feito regularmente, ajuda a prevenir o câncer do colo do útero e a diagnosticar outras possíveis complicações no órgão. Caso você já tenha iniciado sua vida sexual e nunca tenha feito um procedimento do tipo, procure uma unidade de saúde ou seu seu médico e peça o exame.

Câncer de Mama – o câncer de mama é o segundo tipo de câncer mais comum entre as mulheres no Brasil. Em 2015, a estimativa era registrar cerca de 57.120 novos casos. A forma de prevenir esse tipo de câncer é examinando-se com cuidado: com o exame de toque, que você mesma pode fazer, o exame clínico com médico, e por meio da mamografia.

É fundamental conhecer o próprio corpo e evitar preconceitos – como, por exemplo, o de que meninas não devem se vacinar contra HPV, por serem jovens demais (meninas a partir de 9 anos já podem ser vacinadas).

Saiba mais sobre o aparelho reprodutor feminino e como cuidar do seu.

Outros cânceres –  menos falados, porém não menos perigosos, o câncer dos ovários e o câncer do endométrio também são doenças que acometem o aparelho reprodutor feminino.  Eles possuem diagnósticos específicos, feitos por um ou uma ginecologista.

Doenças ligadas à saúde reprodutiva e à maternidade

Por fatores exclusivos do organismo feminino, como menstruação menopausa, gravidez, assim como órgãos e glândulas,como ovários, útero e mamas desenvolvidas, as mulheres podem desenvolver doenças específicas, que homens não desenvolvem – ou apresentam em menor escala.

Depressão pós-parto – segundo a OMS, os casos de depressão pós-parto em países de baixa renda chegam a quase 20% da população de grávidas. Assim, cuidados como acompanhamento psicológico da futura mãe no pré-parto e pós-parto são muito importantes.

Diabetes durante a maternidade – uma dieta especial pode prevenir essa doença que acomete tanto diabéticas quanto grávidas que nunca tiveram o problema. A mulher pode desenvolver a diabetes durante a gravidez e, depois, continuar ou não com a enfermidade.

Hipertensão durante a maternidade – a pré-eclampsia, como é conhecida, pode ocorrer tanto em grávidas hipertensas quanto em gestantes que apresentam pressão normal antes da gravidez.  A hipertensão resultar na diminuição de oxigenação do feto, mas o problema pode ser facilmente diagnosticado no pré-natal. Esta e várias outras condições que podem ser identificadas no pré-natal são fundamentais pois, se não são adequadamente tratadas, há riscos bastante graves para a saúde e até para a vida da gestante.

Informação é a melhor forma de prevenção

O pleno desenvolvimento das jovens e mulheres se dá quando elas têm acesso à informação e acesso à saúde integral. A detecção precoce de um problema aumenta muito as chances de tratamento e cura.

Lembre-se sempre que você não está sozinha e que problemas relacionados à saúde da mulher podem ser prevenidos e tratados.

Conhecer o seu corpo, tirar todas as dúvidas com seu médico ou com um(a) enfermeiro(a) e cuidar da sua saúde  antes, durante e depois da relação sexual é um direito seu. #ElaDecide

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