É conversando que a gente se respeita

“Quantas pessoas trans tem aqui?”. Agrippina Candido, artista, professora e travesti lança a pergunta para a roda de conversa,  conduzida pela atriz Juliana Alves e promovida pela campanha Ela Decide Seu Presente e Seu Futuro. O questionamento, na real, é para toda a sociedade que deve fazer reflexões que levem ao respeito à diversidade e às causas da população LGBTQI+.

Precisamos enfrentar os preconceitos em todas as esferas, sobretudo as básicas, como cuidados com a saúde das mulheres, de todas as mulheres. Essa é a letra dada pela poeta Letícia Brito. Profissionais da área devem investir em saberes que englobam ciência e ampliar conhecimentos sobre direitos humanos. Nenhuma mulher deveria ser atendida de maneira discriminatória. No consultório ginecológico, por exemplo, será que todas se sentem amparadas e atendidas em suas demandas?

“Até que pontos essas violências não interferem na nossa autoestima e no nosso poder de decisão?”, pergunta a atriz Juliana Alves. A resposta leva a vários lugares, a começar pelo ambiente doméstico. A cantora Dona Karol recorda de um episódio que envolveu sua mãe e muitas mulheres não conseguem romper o ciclo da violência. Elas devem ser apoiadas não julgadas. Há vários motivos pelos quais essas mulheres seguem com parceiros, como o sustento dos filhos e delas próprias.

O exercício do diálogo e da escuta é transformador. O entendimento dos nossos direitos e as possibilidades das nossas escolham passam pela informação. Ela é a chave para a transformação que queremos. Dona Lanor, também do grupo Donas, espera que esses debates sobre preconceito e violência cheguem às jovens mulheres, presencialmente ou via internet, em ambientes de maior vulnerabilidade, como as favelas, comunidades e periferias. Dê o play no vídeo, reúna as amigas, apoie todas as mulheres! Vamos juntas!

Em caso de violência, a quem devo recorrer?

Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 – Serviço de utilidade pública gratuito e confidencial (preserva o anonimato). O canal é oferecido pela Secretaria Nacional de Políticas desde 2005.

Delegacia da Mulher – Concentram-se principalmente em grandes cidades, mas vale a pena se informar se há unidades em seu município.

Centros de Referência e/ou Cidadania – Em muitos municípios há centros de referência que atendem mulheres em situação de violência. Algumas têm acolhimento especialmente desenvolvido para mulheres trans. Os nomes dos equipamentos podem variar de acordo com o localidade. Procure saber como é onde você mora.

 

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