Conversa sobre direitos, saúde sexual e reprodutiva atrai mais de 100 adolescentes em São Paulo

O evento foi uma parceria entre o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o SESC SP e a Revista Marie Claire (Foto: UNFPA Brasil/Laís Aranha)

Mais de 100 adolescentes e jovens participaram nesta quinta-feira, 26, de debate sobre saúde sexual e reprodutiva em São Paulo. A atividade, fruto da campanha Ela Decide Seu Presente e Seu Futuro e da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil, foi uma parceria entre o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), o SESC SP e a Revista Marie Claire. A atividade aconteceu no data marcada como Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência.

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Em São Paulo, UNFPA participa de debate sobre saúde e empoderamento da mulher no universo corportativo

O debate foi realizado nesta terça-feira, 25, em São Paulo, durante a Conferência Ethos (Foto: UNFPA Brasil/Paola Bello)

De que forma a decisão das mulheres sobre ter ou não filhos deve ser vista pelas empresas? Como oferecer condições para que mulheres possam desenvolver suas carreiras profissionais em um ambiente igualitário, mesmo quando decidem formar família e ter filhos? Qual a importância do envolvimento das empresas na pauta da saúde sexual e reprodutiva para o desenvolvimento do país, independentemente do setor em que atuam? Esses foram alguns dos questionamentos que guiaram debate realizado nesta terça-feira, 25, em São Paulo, durante a Conferência Ethos.

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No Dia Mundial de Prevenção da Gravidez na Adolescência, UNFPA, SESC e revista Marie Claire promovem debate em São Paulo

Campanha Ela Decide vai ser tema de roda de conversa em São Paulo. (Arte: UNFPA Brasil/Divulgação)

Com o objetivo de promover o empoderamento e os direitos de jovens mulheres para que alcancem seu pleno potencial e possam fazer valer suas decisões sobre sua sexualidade e vida reprodutiva, a campanha Ela Decide vai ser tema de roda de conversa em São Paulo no próximo dia 26, data lembrada como Dia Mundial da Gravidez na Adolescência. Aberto ao público, o evento acontece a partir das 14h, no SESC Campo Limpo, em São Paulo, e também contará com o apoio e transmissão ao vivo nos canais da revista Marie Claire.

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Empoderamento e direitos sexuais pautam atividade de Congresso de Ginecologia e Obstetrícia em São Paulo

(UNFPA Brasil/Débora Klempous)

Na última sexta (24), a campanha Ela Decide foi apresentada durante o XXIII Congresso Paulista de Ginecologia e Obstetrícia, realizado pela Associação de Obstetrícia e Ginecologia do Estado de São Paulo (SOGESP). O evento contou com profissionais da saúde, médicos e médicas, e adolescentes de várias regiões do estado. Ao todo, cerca de 150 pessoas tiveram a oportunidade de ampliar o entendimento sobre os desafios específicos das e dos jovens no campo da saúde sexual e dos direitos reprodutivos. Continuar lendo “Empoderamento e direitos sexuais pautam atividade de Congresso de Ginecologia e Obstetrícia em São Paulo”

UNFPA apresenta a campanha Ela Decide para ginecologistas e obstetras no Rio Grande do Norte

Com o tema “Saúde da mulher em foco”, a 31ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte acontece nos dias 9 e 10 de agosto (Foto: UNFPA Brasil/Solange Souza)

O Fundo de População das Nações Unidas participa da 31ª Jornada de Ginecologia e Obstetrícia do Rio Grande do Norte, que acontece entre os dias 9 e 10 de agosto. Com o tema “Saúde da mulher em foco”, o evento reúne profissionais da área de saúde, especialmente médicos e médicas ginecologistas e obstetras.

Na ocasião, Anna Cunha, oficial de programa do UNFPA Brasil, apresenta a campanha Ela Decide. No ar desde abril, a ação visa promover o empoderamento e os direitos de mulheres e jovens para fazer valer suas decisões sobre sua sexualidade e reprodução.

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Você sabe o que é assédio e como identificá-lo?

As estatísticas de assédio sexual no Brasil só crescem; conhecer os tipos de assédio contra a mulher é fundamental para saber agir. 

Pode parecer um elogio ou simples paquera, mas os assobios, olhares invasivos e comentários com teor sexual que te deixam desconfortável se tratam de assédio. Esse comportamento, quando não consentido pela mulher, pode ser considerado ofensivo, além de um problema grave.

Não há um padrão ou momento específico para o assédio contra a mulher acontecer. Qualquer investida que você considere desrespeitosa e seja feita sem a sua permissão, seja no trabalho, na escola, faculdade, na rua ou em casa é inaceitável e configura uma violência. Lembre-se que se a atitude de outra pessoa fere a sua liberdade de escolha, a culpa disso nunca será sua.

Precisar de vagões femininos nos transportes públicos, mudar de calçada ou de trajeto no dia a dia e deixar de sair sozinha à noite não deveria ser algo normal. Essas são medidas emergenciais de proteção. Assédio sexual é crime!

Como sei o que é assédio?

Todas as abordagens que vão além do limite permitido por você e causam desconforto, vergonha ou intimidação são tipos de assédio. O que diferencia essa prática de uma relação de intimidade é o seu consentimento. Qualquer que seja o ambiente, fique sempre atenta a comportamentos como:

  • Conversas ou piadas obscenas a seu respeito e que você ache inapropriadas;
  • Se alguém que não tem intimidade lhe envia e-mails, mensagens, ou faz ligações com teor sexual;
  • Assovios, sons inapropriados, insultos ou gestos intimidadores direcionados a você;
  • Pedidos de favores sexuais em troca de benefícios;
  • Ser avaliada apenas pelos atributos físicos ou ouvir comentários desrespeitosos sobre como se veste;
  • Convites constantes para saídas, mesmo que você afirme que não tem interesse;
  • Olhares ofensivos ou constrangedores;
  • Violação da sua intimidade e vida sexual;
  • Perseguições tanto presenciais quanto no ambiente virtual;
  • Exposição ou reprodução de imagens íntimas suas sem a sua permissão;
  • Toques não permitidos por você, e que te deixem desconfortável.

O assédio não acontece apenas quando há a violência física. Perseguir uma pessoa, coagir e induzi-la a fazer o que não deseja é uma forma de violência psicológica, também caracterizada como comportamento ofensivo.

Saiba reconhecer uma relação sexualmente abusiva

Um exemplo clássico de assédio é quando uma mulher é levada a oferecer favores sexuais em troca de cargos e promoção no trabalho ou aumento de notas na escola ou faculdade. Essa coerção pode acontecer com mais insistência ou de forma rápida, por meio de toques ou violação e abuso sexual.

A internet está aí para nos mostrar alguns exemplos: a onda de denúncias de atrizes e profissionais de Hollywood expondo os assédios provocados por seus patrões e colegas de trabalho; os vídeos que viralizaram de torcedores brasileiros constrangendo mulheres durante a Copa do Mundo na Rússia; o movimento de mulheres jornalistas pedindo o basta do assédio que sofrem no trabalho; entre outros casos que ganharam visibilidade nas redes sociais.

Há também aquele assédio que ninguém vê e acontece dentro da própria casa. O assediador muitas vezes é alguém da própria família. É importante lembrar que ‘não é não’, mesmo para o marido ou companheiro, e atitudes abusivas ou forçadas contra a sua vontade devem ser pontuadas e reprimidas.

O que fazer quando as relações passam dos limites?

É importante considerar que casos de assédio, inclusive aqueles considerados mais leves, podem representar o início de atitudes mais graves, como  perseguição e agressão. Comportamentos abusivos nunca são normais e devem ser tratados como inaceitáveis. Em primeiro lugar, considere compartilhar o que está acontecendo com outras pessoas pois elas podem servir como uma rede de apoio para evitar novos episódios de assédio ou para evitar que ele ganhe maiores proporções.

Qualquer mulher assediada sexualmente pode registrar boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia, preferencialmente na Delegacia da Mulher. Em casos de assédio no trabalho, escola ou faculdade, reúna as evidências e procure um superior imediato. Caso prefira, vá diretamente à área de Recursos Humanos ou à Coordenação da instituição de ensino. A maioria das empresas possui também o canal de Ouvidoria (ou Ombudsman) que recebe e trata denúncias de assédio e abuso de poder.

Qualquer que seja o caso de assédio, sexual ou psicológico, não se cale! Agir é o melhor caminho para a prevenção. #Eladecide

Ser mulher nos dias de hoje é…

Essa é a hora de pensar o papel da mulher na sociedade e mais uma vez conquistar os espaços que queremos ocupar

Para você, o que é ser mulher nos dias de hoje? Talvez não seja tão simples responder assim, de imediato, mas fica mais fácil se você refletir sobre seus principais desafios, lutas e conquistas diárias.

Durante anos se tentou definir o que seria um comportamento esperado de uma mulher: ser o sexo frágil, maternal, sensível? E se antes a mulher tida como moderna era aquela que dominava os eletrodomésticos como ninguém, hoje ainda há quem a aponte como a profissional antenada, que dá conta das tarefas domésticas, educa bem os filhos e está sempre disposta, bonita e com um sorriso no rosto. Afinal de contas, o que mudou?

Você está hoje onde gostaria?

Nem sempre o lugar destinado a uma mulher é o espaço que ela deseja ocupar. Conquistar um território, ainda mais se for predominantemente masculino, exige que esse espaço seja construído por ela.

Por exemplo, existe praticamente um senso comum de que mulheres não entendem de política, futebol ou tecnologia.

Mas esse é um quadro que é possível mudar a partir do momento que a mulher conhece seus direitos. A Copa do Mundo na Rússia está aí para mostrar isso: as protagonistas foram as jornalistas que não se calaram perante o assédio sexual e fizeram história na imprensa esportiva. Algumas emissoras escalaram mulheres para narrar e comentar os jogos de futebol no mundial.

Muito se fala em igualdade feminina no mercado de trabalho, por exemplo, mas isso só se torna realidade quando existem iniciativas para reduzir as desigualdades entre homens e mulheres. Hoje, grande parte das empresas brasileiras ainda ignora esse tema, sem perceber que adotar políticas internas de diversidade – sejam elas de gênero, raça ou qualquer outra – são fundamentais para empresas que queiram se manter atuais.

Para começar, é importante assegurar que as diretrizes voltadas para o empoderamento das mulheres passem de fato a integrar a cultura institucional da empresa. E algumas formas de fazer isso acontecer são por meio do:

  • Compromisso real da liderança da empresa com programas de diversidade de gênero, com o estímulo também à liderança feminina;
  • Entendimento da raiz do problema, isto é, assumir que a desigualdade entre homens e mulheres existe na empresa e trabalhar nisso, o que inclui programas de planejamento de carreira e também ações de prevenção ao assédio no ambiente de trabalho;
  • Estabelecimento de uma cadeia produtiva socialmente responsável, que implemente ou apoie financeiramente programas de inclusão e promoção dos direitos das mulheres nas empresas. Por exemplo, incentivar a atuação externa de mulheres em outros estados e países;
  • Equilíbrio entre trabalho e vida pessoal das colaboradoras mulheres. Hoje, por exemplo, o número de homens que têm mais de um filho e estão em cargos de liderança é maior do que o de mulheres com apenas um filho que ocupam cargos executivos. Muitas profissionais se tornam mães justamente no momento em que estão definindo suas carreiras e é aí que as empresas resolvem deixá-las para trás.

A diversidade de gênero só acontece na prática se existirem iniciativas transparentes e focadas em resultados. Esse compromisso deve existir por uma razão ética e pelo reconhecimento de que as mulheres merecem oportunidades iguais.

Cada mulher responderá de forma diferente, de acordo com suas lutas diárias, histórias e vivências sobre o que é ser mulher. O que é importante saber é que lugar de mulher é onde ela quiser, inclusive se ela decidir ficar em casa e ser mãe em tempo integral. Nenhuma profissão ou atividade é exclusiva de um gênero, e o papel que uma mulher representa na sociedade é definido por ela durante o seu desenvolvimento pessoal e profissional. Reflita sobre o seu espaço, e não esqueça: você não está sozinha. #Eladecide