Rede de apoio na maternidade!

 

Josimar Silveira e Adriana Arcebispo são pais do Akins e da Dandara

Se liga nesse cuidado para toda a vida!

Desde o momento da gravidez são muitas as questões que envolvem a maternidade. As mulheres que atravessaram as aventuras da primeira viagem garantem: é um turbilhão de emoções e sentimentos. As experiências de cada uma são únicas e, por isso mesmo, compartilhá-las pode ser uma forma de se construir pontes num mundo que, às vezes, parece cheio de barreiras.

Talvez você tenha ouvido falar em rede de apoio e, certamente, você recebeu esse cuidado um dia. A avó, mãe, pai, tio, tia, madrinha, a irmã que acompanham os dias mais sensíveis, especialmente depois do parto. A melhor amiga, a prima, a vizinha que mandam uma mensagem com uma dica valiosa.

Planejando a rede de apoio

Michele e Bruno Passa são pais da Zahara

A Michele e o Bruno Passa, que são pais da Zahara, planejaram a rede de apoio de maneira quase simultânea à gestação. Como as famílias dos dois moram longe, o apartamento foi tomado pelo cuidado das avós durante uma temporada. Atualmente, a distância é minimizada com a ajudinha da tecnologia, já que o casal faz chamadas por vídeo para que a pequena mantenha as referências das avós. “Esse apoio emocional da nossa família é primordial”, destaca Michele, professora e influenciadora digital.

Responsabilidade compartilhada

No dia a dia a sintonia do casal fortalece os cuidados com Zahara. “As pessoas próximas brincam que somos uma dupla. Perguntam: ‘você acorda de madrugada também?’.  Respondo que não é uma ajuda, que é a paternidade e que quero dividir com ela todos os momentos”, conta Bruno, que é oceanógrafo. Ao contrário do que se pode imaginar, Michele e Bruno não desenvolveram uma planilha para partilhar responsabilidades. Conversar, contar como se sente, expor para a outra pessoa dúvidas, inseguranças e medos ajuda. Você não tem que dar conta de tudo sozinha e não precisa.

Os pais de Akins e Dandara, a assistente social Adriana Arcebispo e o metroviário Josimar Silveira, que dividem um perfil no instagram voltado para suas vivências familiares, têm a sorte de contar com uma rede de apoio ampla. As tarefas em casa são divididas. Eles têm o suporte da mãe de Adriana, que passa um dia na semana com os netos, e dos amigos. A construção da rede de apoio permite que eles realizem diversas atividades com as crianças, juntos e também respeitando suas individualidades. Esse é um ponto muito importante: ir ao salão para fazer as unhas ou sair para tomar sorvete com as amigas pode e deve continuar sendo algo que lhe dê prazer.

Josimar lembra que neste ano, quando a esposa teve um problema de saúde, muita gente se dispôs a ajudar com os filhos do casal. “Eu pude cuidar dela tranquilamente porque tinha gente levando e buscando na escola, brincando com eles. Essa rede nos dá a sensação de acolhimento, de que não estamos sós”.

Acionando amigos e amigas

Danielle Bueno de Freitas é mãe da Teresa e do João

Depois de conversar em casa, está na hora do papo com os amigos mais próximos, mesmo os que não têm filhos e filhas. Essa é a dica da Danielle Bueno de Freitas, produtora e mãe do João e da Teresa. “A maternidade é linda, porém pode parecer solitária. As mães lidam de forma muito particular com essa demanda que é grande: amamentar, acordar de madrugada, estar o tempo todo cuidando do bebê. Eu acho que os amigos têm um papel fundamental quando se dispõem a estar presentes. Bom lembrar que aquela mãe continua sendo sua amiga divertida, que gosta de rir e conversar”.

Se sua melhor amiga não consegue segurar um recém-nascido, relaxe. Ela pode ir ao supermercado comprar frutas que não podem faltar na sua geladeira durante a amamentação e até dar um spoiler da série favorita, que você não terá tempo de assistir, mas que vai curtir saber mais sobre a trama. “Meus amigos são muito presentes. Sou mãe de um menino especial (João tem autismo) e que ama arte e eles sempre indicam oficinas e exposições, como as de grafite, que ele adora”, afirma Danielle.

Também tem espaço para grupos nas redes sociais

Telma Bueno Pimentel é mãe de Nina, Gael e Lola

“Toda ajuda é bem-vinda porque o momento é muito legal, mas a gente não sabe de muita coisa, principalmente quando nasce o primeiro filho”, explica a gerente de marketing Telma Bueno Pimentel, mãe de Nina, Lola e Gael. Movida pela vontade de colaborar com mães e pais ao seu redor ela criou uma rede de apoio em forma de grupo de Whatsapp, do qual participam amigos próximos e alguns vizinhos.

A cooperação passa por dicas para ajudar nos desafios dos primeiros dias e meses do bebê, por cuidar de uma criança do apartamento ao lado, por buscar a turminha na escola se os pais ficaram presos no trânsito, por exemplo, e até por ceder uma xícara de farinha quando o ingrediente faltou. “O senso de viver em comunidade, de se ajudar é fundamental, ainda mais num mundo que está muito digital e, às vezes, solitário”, relata Telma.

Já pensou em montar uma rede de apoio assim? É um ótimo jeito de usar uma ferramenta on-line para o bem, para se ajudar e ajudar outras mães, pais e crianças.

Siga no Instagram:

@mamaevintage
@michelepassa
@familiaquilombo

Qual é a idade certa para perder a virgindade?

A hora certa para iniciar a vida sexual é quando você se sentir à vontade. E quando você conhecer o seu corpo!

A gente sabe que sempre bate um turbilhão de dúvidas quando o assunto é transar pela primeira vez. Mas a gente tá aqui pra ajudar! Se ligue nas dicas =)

#Dica 1: Consulte um ginecologista: esse é o profissional que vai te ajudar a entender melhor o seu corpo e certificar-se se está tudo bem. Inclusive, é importante consultá-lo antes da primeira vez!

#Dica 2: Converse com o/a parceira/o: seja um relacionamento estável ou não, é legal bater um papo sobre o que vocês dois ou duas esperam daquele momento.

#Dica 3: Conheça o seu corpo: entender sobre o funcionamento do seu corpo é super importante. Isso faz você ficar mais certa das suas escolhas e ajuda a aproveitar melhor a relação sexual. Vocês conhecem bem como o seu corpo funciona, como se prepara para ter filhos e tudo o mais?  A gente te conta como acontece. #ficadica

#Dica 4: Não tenha pressa: respeite seu tempo. Esteja à vontade para iniciar sua vida sexual! Não precisa ter pressa. É muito importante respeitar seu corpo e suas escolhas

E quando estou num relacionamento estável: o que fazer?

Converse com o/a parceiro/a sobre sexualidade. Mostre mesmo o que você quer (ou não) na hora de perder a virgindade, se já pensa em quando isso irá acontecer e o que você espera. Fale e escute! 

Quando rolar a vontade de transar, esteja certa do que quer e só deixe que aconteça o que você estiver pronta e com vontade para fazer. É muito importante saber sobre como estar segura no sexo, inclusive saber que, sim, na primeira vez você pode engravidar e, caso queira isso, deve estar com a saúde em cima para que tudo ocorra bem.

Leia também: Diálogo e informação, base para um desenvolvimento sexual saudável

Então dá para ficar grávida na primeira vez?

Sabe qual a primeira dica para saber quando o corpo já é capaz de gerar um filho? A menarca! Que nada mais é do que a primeira menstruação e indica que a menina chegou ao período fértil. Depois disso, a gravidez passa a ser possível.  Fique atenta!

É  importante lembrar que o sexo não é apenas para a reprodução. E para ter prazer e não correr riscos,  é legal conhecer seu corpo, saber como funciona o seu aparelho reprodutor.

Na primeira vez, além de poder engravidar, você corre risco de adquirir infecções sexualmente transmissíveis, as IST, como sífilis, gonorreia e HIV.  Usar a camisinha é tipo unir o útil ao agradável: protege contra IST e é um boa forma de não ter filhos. 

Casei virgem: como convidar o/a parceiro/a a conhecer o meu corpo?

Pergunte a ele/a o que curte fazer. Tente ficar tranquila para conhecer seu próprio corpo sozinha também. Ah, e nunca esqueça dos métodos preventivos e contraceptivos, hein  =)

A vontade de agradar o outro provavelmente será grande. E tudo bem! Mas também se não esqueça que é importante que você também se satisfaça: o corpo é seu!

Vale a leitura: Os mitos sobre métodos contraceptivos e como evitar uma gravidez

Virei mãe na primeira transa. E agora como fica o sexo?

Então você decidiu transar a primeira vez e…aconteceu que ficou grávida! Se foi algo que planejou, ótimo! Se não for, tudo pode ficar bem quando você encontra sua rede de apoio, conhece o próprio corpo e vontades. 

Uma mulher que vira mãe ainda é uma mulher, com vontades e desejos, inclusive os sexuais. Cuidar da própria saúde e sexualidade é um ato de autocuidado e prevenção.

Ir às consultas de rotina na ginecologista é muito importante: é aí que você vai verificar se tem algo errado com seu corpo. Ir até a ginecologista não deve acontecer só quando você sente algo de errado. Isso ajuda a ter uma vida mais saudável.

Isso vai ajudar, inclusive, na vida sexual, já que há uma mudança hormonal muito grande. A vontade sexual pode mudar e, se você não se conhecer o suficiente, pode ficar mais complicado de entender.

Vale aquela leitura esperta nessa entrevista com um monte de informações que contemplam desde a primeira menstruação até a fase da menopausa.

Continue conhecendo seu corpo: a ginecologista vai te ajudar. consultas de rotina durante a gravidez e fazer o pré-natal são cuidados básicos. Com esses cuidados e com consciência do seu próprio corpo fica tudo bem, você vai ver. Tem dúvidas? Siga a gente nas nossas redes sociais. #ElaDecide

Agora que sou mãe, deixo de ser livre?

Uma das grandes questões de ser mãe é: 

“Algum dia vou poder voltar a sair?” 

Calma, vem que a gente te dá umas dicas! =)

Olha, a maternidade não torna a mulher um ser de outro mundo. Ela continua sendo um ser humano, com vontades, erros e acertos. Beleza? Então, se você tá vivendo essa montanha russa que é a maternidade, relaxa, vai dar tudo certo e você vai voltar a se reconhecer. Você não está sozinha!  

Mas a maternidade diminui a libido da mulher?

Mesmo com tudo que gira em torno da vida da mulher que se torna mãe,  isso não diminui sua vida sexual. Mas, se rolar falta de libido, procure uma ginecologista e veja o que está acontecendo! Pode ser só uma fase, né? Afinal, a vida não é uma linha reta. Mas é MUITO importante que você fique ligada aos sinais do seu corpo, das suas emoções, da sua psiquê. Beleza?

A maternidade é trabalhosa, mesmo quando as responsabilidades são divididas com o/a parceiro/a e se tem uma rede de apoio. Então, é natural bater um cansaço mesmo. 

#Dicadaamiga: separe uns minutinhos para relaxar

Às vezes, esvaziar os pensamentos e conectar-se consigo mesma é o melhor a fazer.  Que tal acordar uns minutinhos mais cedo ou no horário de almoço. Relaxe e faça isso por você! Seu corpo agradecerá! =)

Mãe também tem vida social!

Quando uma mãe está curtindo uma festa, um baile ou até um cineminha, é comum as pessoas  perguntarem: “ué, cadê o filho?”. Isso não acontece com a mesma frequência para os homens que se tornam pais – a paternidade ativa continua não sendo observada em todos os casos e a cobrança social sobre os homens é bem menor. 

Ser mulher nos dias de hoje pode ser complicado, há cobranças que podem sobrecarregá-la. A gente já falou sobre isso aqui. 

Existe essa ideia de que, uma vez que vira mãe, a mulher passa a ser só isso. Que a sua vida inteira vai se resumir à criança e à maternidade. Isso é uma injustiça! É claro que é uma parte importante da vida, mas ela continua sendo uma pessoa com vários outros interesses. E está tudo bem querer falar e fazer um programa diferente! Isso, inclusive, até melhora o convívio com o filho e a filha e faz muito bem. 

Mas como juntar maternidade e vida social? Vamos lá:

#Dica 1:  tente agendar previamente um “vale night”, uma balada. Mande aquela mensagem marota para familiares próximos, amigos de confiança, perguntando se em tal data, algum deles pode ficar com o seu baby, pra você conseguir um tempinho pra si mesma

#Dica 2: tente separar uns minutinhos pra ficar sozinha. Podem ser uns minutinhos mesmo, 5, 6 minutos: seu filho tá dormindo? pode ser um bom momento para cuidar de si com mais calma. 

#Dica 3: converse com seu/sua parceiro/a sobre o sexo: o que você gosta, como estão as coisas depois da maternidade…enfim, deixe tudo às claras. 

#Dica 4: no SUS você pode encontrar psicólogos que podem acompanhar você, o que é muito importante.

Existe essa pressão social muito forte em torno das mulheres que se tornaram mães e enfrentar isso sem se anular é um desafio! Afinal, essa mãe é um ser humano, que precisa de vida social, o que é saudável, inclusive.

Cuidar de si é um ato de amor, resistência e força! Quer falar sobre isso? Fala com a gente. #ElaDecide

Pílula do dia seguinte: quem nunca pensou em usar?

Quando a gente não usa camisinha, nem toma anticoncepcional de forma regular, o que é a primeira coisa que vem à cabeça como método contraceptivo? A pílula do dia seguinte! Quem nunca pensou ou tomou uma? Mas você sabe os problemas que ela pode trazer para sua saúde se usada de forma errada? Vem que a gente te ajuda a entender melhor!

“Caramba, esqueci do preservativo e do anticoncepcional. E agora?” Só de ler essa frase já vem aquele frio na espinha?”

Fonte: Tenor

 

Muitas mulheres passam por isso. Além de ser muito usada como saída quando o método contraceptivo regular ou o preservativo não são usados, a pílula também é uma opção quando acontecem aqueles “acidentes”, como uma camisinha estourada, por exemplo. Mas cabe a pergunta: será que dá para usar toda hora? Você sabe como a pílula do dia seguinte age no corpo? 

Conhecimento é poder, gente. Pra quem está começando a vida sexual, é muito importante saber tudinho sobre métodos contraceptivos.  Quanto mais informação, melhor, né?

Fonte: Tenor

Como funciona a pílula do dia seguinte

Se você esquecer de tomar a pílula, usar o preservativo ou qualquer outro método contraceptivo e manter relações sexuais, ou se seu método contraceptivo falhar, o que pode acontecer? O espermatozóide pode alcançar o óvulo e uma gestação não intencional poderá ocorrer.  A pílula do dia seguinte não deve ser parte do planejamento, ela é um plano B de algo que não deu certo, beleza?

Bom, a pílula do dia seguinte é um hormônio sintético, ou seja, ele imita um hormônio que a mulher produz (a progesterona). E o que ela faz? Ela impede que o espermatozóide consiga fecundar o óvulo, porque destrói o corpo lúteo e faz o endométrio, aquela ‘parede’ que reveste o útero, descamar. A pílula do dia seguinte pode ser usada:

-Quando se faz sexo sem camisinha

-Quando o anticoncepcional regular não está sendo usado

-Quando a camisinha estoura ou a pílula anticoncepcional é tomada de forma irregular

Porém, presta atenção: a ação da pílula é diminuída de acordo com o tempo transcorrido após a relação sexual. Sim, quanto mais tarde a pílula é tomada após a relação sexual, maiores as chances de ela não ser efetiva e o espermatozóide encontrar o óvulo e você engravidar. Então, tempo é um fator importante. 

Fique de olho!  Se a fecundação já tiver ocorrido, a pílula não terá nenhum efeito. Ela não tem nenhum efeito contra a gravidez. 

A pílula do dia seguinte só pode ser usada como plano B, isso a gente já sabe. É importante saber também que ela está na lista dos cuidados que uma mulher tem direito de receber caso sofra violência sexual! Por isso, o fator “tempo” é essencial: a saída é, caso aconteça, denunciar logo e pedir ajuda!

Ah, é sempre bom lembrar que tanto a pílula do dia seguinte quanto a pílula regular não protege de infecções sexualmente transmissíveis (IST)!

Fique ligada na sua saúde!

Converse com sua ginecologista para saber qual o método contraceptivo mais adequado para você. Lembrando que o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece camisinha, anticoncepcional e DIU. Procure o posto de Saúde mais próximo e informe-se. Ah, e não esqueça que o único método de prevenção às infecções sexualmente transmissíveis é a camisinha. 

E se eu estiver grávida e tomar a pílula do dia seguinte?

Não existem registros maiores de anomalias no feto quando se toma a pílula do dia seguinte já grávida, mas é essencial o acompanhamento do ginecologista.

Faça os exames, esteja com tudo em dia e, claro, proteja-se.

E se eu quiser ter filhos depois? 

A pílula do dia seguinte não deve ser tomada de maneira recorrente, já que é uma superdosagem hormonal – imagina: é como se você tomasse várias pílulas de uma vez só! Imagina se em toda relação sexual você usar. Seu ciclo vai ficar completamente desregulado e seu aparelho reprodutivo (aqui, a gente te explica mais sobre o funcionamento)  pode sofrer com isso.

Usar a pílula do dia seguinte toda hora pode causar:

– Variações do estado psicológico; 

– Irritabilidade; 

– Aparecimento de acne.

Claro, cada corpo reage de um jeito, mas, sério: não arrisque! 

Anotou tudinho? Conhecer seu corpo te dá ainda mais liberdade para planejar ter filhos além de desfrutar da sua sexualidade e da sua saúde, certinho? 

Fique sempre por perto, siga a campanha em nossas redes sociais e faça perguntas, busque conhecer mais e mais o seu corpo. #ElaDecide

 

Infecções Sexualmente Transmissíveis existem! Prevenção é o caminho

O autoconhecimento pode ajudar a prevenir além de identificar a presença de IST no corpo. A saúde da mulher pode ser protegida por meio de ações simples

Para algumas pessoas, as Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) podem parecer distantes e irreais. Mas não se engane: elas existem e, segundo os dados mais recentes, estão se espalhando com uma grande frequência. A proteção durante o ato sexual é uma medida simples que protege de diversas infecções. Além disso, é preciso se informar! Será que você sabe como identificar os sintomas de uma IST e, principalmente, como se prevenir?

As principais IST no Brasil

No nosso país, segundo a FEBRASGO (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia), casos como os de HIV, vírus que causa a aids, e do Papilomavírus, que causa o câncer do colo do útero, por exemplo, têm aumentado, e muito disso é por falta de prevenção e de diagnóstico.

Segundo dados do Governo Federal, algumas doenças têm aparecido de forma recorrente no Brasil, e muitas delas, por desinformação e falta de prevenção correta. Principalmente entre os jovens! São elas: 

HIV

O  HIV é o vírus que pode fazer com que a aids se desenvolva no organismo do seu portador. A aids é uma doença que por muito tempo foi considerada letal. 

Agora, ela tem tratamento, que deve ser iniciado imediatamente após a descoberta.

O fato de ser soropositivo – ou seja, ter contraído o vírus – não significa que a pessoa tenha aids. A doença pode ou não se desenvolver. O tratamento contribui para a redução da carga viral que, em alguns casos, pode ficar indetectável.

Nos casos em que a aids se desenvolve no organismo, a terapia retroviral é fundamental para lidar com suas consequências (como as infecções que aparecem porque o sistema imunológico está debilitado), mas ainda não existe cura! Mulheres grávidas têm 20% de chances de passar a doença para o feto, quando não tratadas. A porcentagem cai para 1% quando há tratamento.

O mais alarmante é que a IST está recorrente em pessoas jovens, por volta dos 19 anos.

HPV

O Papilomavírus Humano pode causar câncer, principalmente no colo do útero, sendo mais agressivo em pessoas com baixa imunidade e em gestantes. Verrugas, coceira e lesões no ânus, vagina, vulva, colo do útero, garganta e boca são alguns dos sintomas. Existem mais de 200 tipos de HPV.

Segundo relata o Estudo Epidemiológico sobre a Prevalência Nacional de Infecção pelo HPV, em teste feito com 7.856 pessoas, 54,6% foram identificadas com o vírus do HPV, e 38,4% estavam propensas a desenvolver câncer.

Sífilis

A sífilis é uma doença que pode se desenvolver silenciosamente. Um dos possíveis sintomas é o aparecimento de feridas ou pequenos caroços nos órgãos genitais, que podem sumir com o tempo. Isso não significa que a infecção chegou ao fim: ela pode continuar no organismo mesmo sem sintomas. Cegueira, paralisia, danos ao cérebro, e até morte podem ser causados por ela.

O tratamento, geralmente feito com antibióticos, também é fundamental quando falamos em gravidez. Quando não tratada adequadamente durante a gestação, a sífilis também pode ser transmitida ao feto, de forma que a criança pode nascer com sífilis congênita. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida ou no segundo ano de vida. Por isso, é preciso buscar orientação médica. 

Gonorreia e Clamídia

A gonorreia, por exemplo, é a IST mais comum no mundo e tem se tornado cada vez mais difícil de ser curada. Isso porque, por ser uma bactéria, ela começou a ficar resistente a medicamentos. E um dos principais motivos é a falta de prevenção, a falta de uso de preservativos (camisinha masculina ou camisinha feminina).

Tanto a Gonorreia quanto a Sífilis atacam os órgãos genitais, tanto masculino quanto feminino, provocando dor durante o sexo, podendo comprometer, também, a possibilidade de ter filhos. As partes do corpo que podem ser afetadas pela Gonorreia são, principalmente, colo do útero, reto, garganta e olhos. No caso da Clamídia, mais comum entre jovens e adolescentes, os principais sintomas são ardor na hora de urinar e corrimento.

Como identificar sintomas de IST

Os sintomas das IST podem manifestar-se em momentos diferentes e de formas distintas em cada organismo, por isso, é importante que você possa reconhecer: 

Adotando esses hábitos em sua rotina, é possível ficar mais alerta e saber identificar possíveis alterações. Mas, é muito importante se prevenir com contraceptivos de barreira. A camisinha é o método mais eficaz para não contrair IST por meio de relações sexuais.

Para saber mais sobre IST e como agem no seu organismo, veja: Aparelho Reprodutor Feminino: como protegê-lo das ISTs

A campanha Ela Decide é sobre empoderar-se do próprio corpo, conhecer os seus direitos sexuais e reprodutivos e ter autonomia sobre o seu próprio prazer, o que envolve também o sexo seguro.

Prevenir-se é a maior prova de autoestima que você pode dar a si mesma. Compartilhe essas informações com suas amigas e familiares, elas podem ter as mesmas dúvidas que você. 

 

Linkgrafia

https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/565-numero-de-infeccoes-sexualmente-transmissiveis-ist-aumenta

https://www.bbc.com/portuguese/geral-47250839

https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/saude/infeccoes-sexualmente-transmissiveis-as-4-enfermidades-que-preocupam-os-especialistas,b1de26f5690defec1caf497066449349ko4nufaw.html

https://ponte.org/ginecologistas-nao-sabem-lidar-com-mulheres-lesbicas-e-bissexuais-aponta-livro/https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/ciencia-e-saude/2018/12/13/interna_ciencia_saude,725222/sifilis-volta-a-ser-uma-epidemia-no-brasil-e-preocupa-especialistas.shtml

O que é um corpo saudável e como cuidar dele?

A ideia de um corpo saudável é, geralmente, associada à imagem de um corpo que está dentro de (rígidos) padrões estéticos. Mas a saúde da mulher acaba sofrendo com essas determinações. O ideal é chegar a um equilíbrio entre saúde e bem-estar com o próprio corpo.

 

Quantas vezes você já se pegou em frente ao espelho, após o banho, antes de se vestir e saiu questionando a beleza do seu corpo? O processo é o mesmo: olha aqui, puxa ali, amassa o quadril de um lado, aperta a cintura de outro, como se estivesse moldando a própria silhueta com as mãos: “meus seios poderiam ser mais em pé”, “preciso malhar mais um pouquinho…”.

Essa rotina pode ser bem comum. Mulheres vivenciam pressões sociais que as fazem ter relações muito rígidas com próprio corpo: é difícil encontrar uma mulher que não queira perder dois ou três quilos.  E esse diálogo interno de exigência estética pode afetar a noção de saúde que se tem com o próprio organismo.

O que acontece com muitas mulheres, por sofrerem essa pressão estética, é a falsa noção de que, ao se aproximarem desse ideal de beleza acharem que seu corpo está saudável. No entanto, é muito importante ressaltar: um corpo adequado a um padrão de beleza não é necessariamente um corpo saudável.

Como saber, então, se a saúde do corpo está em dia? Quais hábitos devem ser cultivados em frente ao espelho e intimamente – muito além do estica-e-puxa diário a fim de resgatar a beleza interior e não ter que se encaixar em um padrão? 

 

O que é um corpo saudável?

A saúde do corpo está intimamente ligada ao autocuidado. E isso quer dizer um pouco mais do que estar à vontade com o próprio corpo. Para manter a saúde do seu corpo, antes de tudo, você deve conhecê-lo. E isso vai além de olhar o corpo no espelho para ver se ele agrada esteticamente.

Para que a sua saúde esteja em dia, todos os seus órgãos internos do seu corpo devem funcionar propriamente, sem doenças que possam acometê-lo. No caso da mulher, algumas áreas do corpo devem receber atenção especial: os seios, o útero e os ovários, por exemplo. Se você não tem plena consciência do seu funcionamento saudável, consegue perceber facilmente os sinais caso estejam precisando de mais cuidados. A saúde do corpo feminino passa por investigar o aparelho reprodutor por ele ser não aparente. No artigo Aparelho Reprodutor Feminino: você conhece o seu? você consegue ter uma noção bem clara sobre isso. 

 

Sabe a máxima “Corpo são, mente sã”? Pois é: um depende do outro. Conheça os limites do seu corpo, a forma que ele tem e respeite-o. Ao conhecer o seu histórico de saúde, aderir a exames de rotina e aceitar as suas próprias características, você começa uma nova relação mais saudável com a sua própria imagem e com o seu corpo. 

Ao aprimorar seu autocuidado, fica mais fácil de acompanhar as transformações e observar quando há algo de errado, como prevenir-se de doenças de todos os tipos, mesmo aquelas que têm tratamento de longo prazo como cânceres de mama e de colo do útero, por exemplo.

 

Como cuidar da saúde do seu corpo da mulher?

Seu corpo dá sinais. E você precisa ficar atenta para percebê-los, até mesmo para saber relatar o que está acontecendo com você a um profissional, que é quem vai cuidar da sua saúde com mais detalhes.

Como cuidar dos seios:

Os seios são a parte do corpo da mulher que desenvolve-se durante a puberdade, que ficam mais evidentes na silhueta. As mamas, muito mais do que uma área em que a maioria das mulheres identificam como zona de prazer, são também um local de desenvolvimento de diversas doenças, se não cuidadas e tratadas.

Muitas mulheres relatam dores nos seios, em momentos diferentes da vida. Chamadas de mastalgia, essas dores podem ser, ou não,  sintoma de alguma doença. Durante a puberdade, são comuns e alguns corpos podem reagir bem com uma simples aplicação de água morna e uso de um sutiã com boa sustentação. Dores constantes devem ser sempre relatadas a um profissional de saúde.  

Os hormônios podem ser grandes causadores da mastalgia: durante a menstruação e gravidez, as mamas podem doer bastante – no primeiro caso a pílula anticoncepcional pode ajudar (um médico deve ser sempre consultado), e no segundo caso, banhos com água morna podem aliviar. No caso de dores durante o uso de anticoncepcionais, seu médico deve ser avisado imediatamente (pois pode indicar uma reação ao remédio). 

Raramente cânceres causam dores nos seios, mas é muito importante ficar atenta a outros sinais como secreções saindo pelo mamilo e depressões na mama, que podem indicar inflamações na mama. É muito importante que você faça o autoexame e vá ao ginecologista para fazer check-ups

Tocar diariamente nas mamas durante o banho e observá-las é uma maneira eficaz de prevenir doenças como câncer, pois você passa a conhecer o formato da mama através do toque. Estudos apontam exercícios físicos ajudam na prevenção  também. Evitar álcool, beber bastante água e ter uma boa alimentação, além de conhecer os antecedentes familiares sobre câncer também ajudam na prevenção.

 

Como cuidar do útero

Antes de tudo, o útero é um órgão interno, ou seja, assim como os ovários, por não estarem expostos, tratam-se de uma área mais delicada à detecção de qualquer alteração. Por isso, é muito importante estar atenta a sintomas.

O útero é o órgão que recebe o óvulo fecundado em caso de gravidez e é onde, também, fica o endométrio, um tecido que recebe o óvulo – é a descamação do endométrio que faz você menstruar. O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer com maior taxa de mortalidade no Brasil. A incidência está associada ao HPV, uma IST que acomete a grande maioria das mulheres sexualmente ativas no país.

Proteja-se, sempre! A proteção com contraceptivo de barreira (camisinha) durante as relações sexuais é, muitas vezes, vital. E optar por proteger-se demonstra o quanto você se preocupa consigo mesma e com a saúde do seu corpo.

 

Saiba mais sobre como ISTs podem afetar a saúde do seu corpo no artigo Aparelho Reprodutor Feminino: como protegê-lo das Infecções Sexualmente Transmissíveis.

 

Como cuidar dos ovários

Os ovários são glândulas onde são produzidos os óvulos, que, quando fecundados por um espermatozóide, dá início ao processo de gravidez. A saúde dos ovários  – ou a falta dela – está ligada a hábitos e características do organismo.

O câncer dos ovários está relacionada a fatores hereditários, obesidade e até ao consumo de contraceptivos orais – por isso todo o processo de administração deste medicamento deve ser acompanhado por uma ginecologista.

 

Saiba mais sobre a consulta ginecológica no artigo Chegou a hora da consulta ginecológica, e agora?

 

Corpo bonito é corpo com saúde


Saiba que a beleza do corpo, o padrão estético que o corpo feminino segue é muito subjetivo: a barriga negativa, a quantidade de gordura corporal, a magreza, entre outros aspectos que respondem somente a imagem que você vê no espelho, não devem ser o seu guia para cuidar da saúde do seu corpo. 

Mantenha hábitos saudáveis como alimentar-se adequadamente, fazer exercícios físicos regulares  e, para a saúde do aparelho reprodutor, ir sempre ao ginecologista. Observe seu corpo e as suas reações, muito além da estética e da beleza-padrão que foi estabelecida.

Um corpo bonito é um corpo que está cheio de saúde apto a ser uma ferramenta de sociabilização, prazer, e relacionamento saudável. 

Conheça e preserve seu corpo. Ajude outras mulheres a fazerem o mesmo: compartilhe essas informações com suas amigas, irmãs, mães, tias, primas. Saúde do corpo da mulher: #ElaDecide

A roupa que uma mulher veste pode ser um convite ao sexo?

O assédio sofrido por mulheres nas ruas e nos locais de trabalho é, muitas vezes, associado às roupas que elas usam. Até quando? 

 

O assédio sexual é uma abordagem grosseira, e não consentida, que a mulher pode sofrer nas ruas, na escola, nos transportes públicos, no local de trabalho, nas imediações de casa.  Para reconhecer o assédio é importante pensar primeiramente na conduta do assediador. O assédio: 

  • Coloca a mulher em posição de subordinação, por exemplo, quando o ato ocorre em troca de ‘favores sexuais’, como notas na escola, ou cargos mais altos no trabalho.
  • Expõe a mulher à ridicularização. Isso ocorre, por exemplo, o assediador insulta a mulher ao receber uma negativa às suas investidas.
  • Faz uma ameaça direta à integridade da mulher. Exemplo: ‘caso você não faça o que eu quero, eu vou fazer o que bem entender com você’. 

O que nos leva à pergunta: a conduta do assediador pode ser induzida pela roupa da mulher?

Não. Não importa como a mulher está vestida, ela nunca deve ser assediada. O assédio começa, muitas vezes, com uma agressão verbal, que pode vir a se tornar uma agressão física. Para que a mulher combata esse tipo de conduta, é necessário que ela reconheça quando está em situação de risco para que possa acionar as devidas medidas de proteção. Os recursos mais indicados são o 190, o posto policial mais próximo (caso a mulher esteja na rua), ou mesmo a delegacia para crimes contra a mulher.

Normatizar o vestuário não diz nada sobre a conduta da mulher

A mulher tem o direito de escolher o que quer vestir, sem que isso a exponha ao risco. A roupa é, muitas vezes, considerada o ‘causador’ de tamanho debate pelo fato de a mulher ser vista como provocante, ao escolher determinada peça de roupa no vestuário. No entanto, a objetificação do corpo da mulher brasileira, fala mais diretamente sobre essa relação entre a mulher, a roupa, e os pré-conceitos estabelecidos pela sociedade, do que a vestimenta em si. 

A classificação da mulher pelo seu tipo de roupa leva a diminuição desta à sua imagem externa, e coloca rótulos que carregam pré-conceitos há muito já debatidos, como ‘vai vestir uma roupa decente’, ‘roupa para chamar homem’, ‘isso é roupa de mulher da vida’, ou uma ‘roupa de mulher sem classe’. Todas essas são representações de um machismo enraizado.

 

O rótulo não deve existir: nem na roupa, nem na mulher.

Adequar a roupa à ocasião na qual vai ser usada é algo que a indústria da moda explora há muito tempo – é o chamado ‘dress code’, ou seja, um ‘código’, de como se vestir, em uma determinada situação. 

Mas, mesmo no mundo da moda, esses códigos são revisitados o tempo todo para melhor representar a mulher, o homem e os movimentos sociais, já que a Moda também é responsável por retratar o sentimento das gerações. Assim, não importa se a mulher vai usar vestidos ajustados ao corpo, decotes, saias com fendas: o que define a relação desta mulher com o seu próprio corpo, e em uma relação interpessoal, não o que ela está vestindo.

Quanto mais uma jovem, adolescente ou adulta, conhecer os seus direitos e como lidar com o seu corpo, e com as abordagens em relação ao sexo, mais ela vai desenvolver autonomia e segurança para estabelecer o seu espaço, e também os seus limites nas relações em sociedade. As roupas já têm os seus próprios rótulos, e um maior ou menor pedaço de tecido está muito longe de representar tudo o que uma mulher é por dentro, tampouco é um convite para o assédio. 

Saiba que o vestuário não foi, não é, nunca será um convite formal ao sexo. Quem decide quando, com quem e qual o melhor momento para manter uma relação sexual é você, independente do que você está vestindo. Qualquer conduta que seja contrária ao seu consentimento é assédio, denuncie. Está em suas mãos. #ElaDecide. 

Sexy sem ser vulgar: porque você deve debater a objetificação do corpo da mulher?

empoderamento feminino

Ser mulher em nossa sociedade pode significar ter o corpo exposto a violências físicas e simbólicas  que partem do princípio da sua objetificação. Como refletir sobre e, mais importante, como lidar e lutar contra isso.

É notável a ascensão das articulações femininas em prol da liberdade e dos direitos das mulheres. São debates, rodas de conversas, iniciativas nas universidades, grupos online, pauta em programas televisivos,  manifestações artísticas e afins, como se viu em diversos países nas manifestações do Dia Mundial da Mulher ao redor do mundo em 2019. 

Entretanto, até hoje ainda há estereótipos que cerceiam a existência feminina provenientes também do machismo estrutural que ainda assola a sociedade. Mulheres ainda são desrespeitadas, têm seus corpos e direitos violados, são hiperssexualizadas, objetificadas e invizibilizadas em diversos níveis: desde as produções que vemos na mídia e indústria do  entretenimento às relações em seus lares.

Histórica e socialmente,  foi construída a ideia da mulher como alguém servil. Mas, a cada dia essas estruturas são questionadas. É importante que a sociedade, e sobretudo, as mulheres, conheçam os direitos femininos. Conhecimento é um dos pilares mais importantes para o empoderamento feminino.  Segundo dados do IBGE, em 2019, as mulheres são responsáveis por cerca de 14% a mais dos trabalhos domésticos em relação ao homem. Ou seja, além de muitas vezes, enfrentar uma jornada de trabalho regular, ao chegar em casa, essa mulher ainda é responsável pelas tarefas e manutenção do lar. Tal acúmulo de funções, e esse peso de servir o tempo todo e em diferentes contextos, ocasiona sobrecarga mental e física. Mesmo com todos os avanços sociais, ainda espera-se que a mulher esteja ali pra servir.

No Brasil, o corpo da mulher é fruto de uma construção histórica, e é considerado inferior. 

Historicamente, a  mulher é vista de maneira secundária na sociedade. Simone  Beauvoir, no primeiro capítulo do livro “O segundo Sexo”, no fim da década de 1940, já alertava que socialmente a mulher é o “Outro”, em relação aos homens. Ou seja, suas vontades são subjugadas, e suas vivências colocadas em segundo plano. 

Quando falamos de mulheres negras, segundo  a psicóloga, artista e teórica cultura, Grada Quilomba, a mulher negra é o “Outro do Outro”, pois além das questões sociais em torno do feminino, ela também encontra barreiras no quesito raça, já que o racismo ainda é forte e estrutural no Brasil. Além disso, para fortalecermos a luta feminina, é importante pensar o feminismo por uma “perspectiva de raça e classe”, segundo propõe a  filósofa Djamila Ribeiro. 

Portanto, repensar a forma como a mulher e o seu corpo foram construídos socialmente, é uma forma de olhar o passado, e reescrever o futuro, sem que se cometam os mesmos erros, a fim de  tornar a luta feminina ainda mais forte e inclusiva.

Conhecer os direitos das mulheres é fundamental para promover mudanças

Direito da mulher é todo aquele que a protege como indivíduo, é previsto e garantido por lei, pelos costumes e comportamentos, e são validados pela sociedade, que assume um compromisso em respeitá-los. 

Em 1995, na Conferência Mundial sobre a Mulher realizada em Pequim, foi constatada que a igualdade de gênero não é realidade em nenhum país do mundo. Para reverter esse cenário, firmou-se um compromisso, a Agenda 2030, com um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) focado em diminuir as desigualdades contra mulheres e as meninas ao redor do mundo

Falar sobre o corpo da mulher brasileira é estimular a desconstrução

Dialogar sobre a mulher brasileira como indivíduo, e como agente na sociedade é, sobretudo, um processo de desconstrução dos estereótipos que permeiam o imaginário acerca do que é feminino, o que é relativo ao gênero, e do papel que foi construído para ela ao longo dos anos. 

A busca por informações sobre os direitos femininos é uma importante ferramenta na construção de um novo cenário em que a mulher pode ser aceita, em que seus direitos possam ser conhecidos e  respeitados, e cria um espaço de acolhimento, em que ela pode se sentir orgulho de ser quem é. Nesse ponto, reside a representatividade, no sentido de que essa mulher pode conseguir melhores condições para viver.  Muda a forma como a mulher se vê, pois ela deixa de ser ‘o outro do Outro’ para se tornar cada vez mais dona de si. Esse caminho pode ser feito por meio de autoconhecimento, e do conhecimento dos direitos da mulher,  que são capazes de embasar verdadeiras mudanças, e construir para essa mulher, novos espaços.  #ElaDecide.

Leitura relacionada: Para você? O que é ser mulher nos dias de hoje?

Sexo e relações de poder: você decide pela sua proteção na hora H?

Sexo desprotegido e o aumento das infecções sexualmente transmissíveis no Brasil colocam em debate a autonomia da mulher na relação sexual 

Respeito, cuidado mútuo e prazer. No início da vida sexual de uma jovem ou adolescente, há muitos aspectos que fogem à educação sexual integral, pois, no Brasil, este ainda não é um assunto discutido em profundidade em casa ou nas escolas. A dificuldade de acesso à informação sobre formas de contracepção e de prevenção cria tabus no momento em que a jovem mais precisa munir-se de métodos para a prática do sexo saudável. E cria tabus que são repercutidos na geração atual e nas gerações futuras. 

Segundo pesquisa da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo, apresentada no Programa Panorama, com cerca de 846 profissionais ginecologistas, apenas 45% das adolescentes usam camisinha na primeira relação sexual, e 46% dos respondentes afirmam que menos da metade das jovens continua usando nas demais relações íntimas. Esse quadro aponta para outro mais grave: com menos jovens protegidas, o risco da proliferação de infecções sexualmente transmissíveis no Brasil aumenta: elas crescem à medida em que a saúde da mulher é deixada de lado.

Infecções sexualmente transmissíveis e a saúde da mulher brasileira 

O Brasil se vê diante de um novo avanço de infecções sexualmente transmissíveis, muitas delas já eram consideradas controladas no território nacional, como a AIDS, e a sífilis. 

As doenças relacionadas à AIDS continuam sendo algumas das principais causas de mortalidade entre mulheres de 15 a 49 anos no mundo, segundo boletim da UNAIDS. A sífilis, por sua vez, é uma infecção sexualmente transmissível cujo número de casos saltou de 1.549 para 87.993 em apenas 6 anos (de 2010 e 2016), de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Tanto a AIDS quanto a sífilis são doenças silenciosas, que ficam em estado latente, e só se manifestam no indivíduo depois de muito tempo, geralmente em casos já avançados. Por isso, uma rotina de exames preventivos, é o que pode fazer a diferença no momento de cuidar da saúde sexual feminina. 

Ler mais sobre as doenças que afetam a saúde da mulher e como preveni-las é fundamental para conhecer o seu corpo, entender os sintomas que podem aparecer nele em qualquer fase da vida e escolher métodos de prevenção que possam acompanhá-las durante a vida sexual.

Cuidados essenciais com a saúde do corpo da mulher 

Dar início à vida sexual não é nada fácil. Existem inseguranças relacionadas ao corpo, aos parceiros(as), e à própria saúde. No entanto, o que previne a mulher de qualquer risco é o acesso à informação e aos exames de rotina. 

Como tornar o sexo uma fonte de informação e realização?

    • Cuidar do seu corpo em primeiro lugar: cada corpo funciona de uma maneira, e um profissional de saúde é o mais indicado para responder às principais dúvidas das jovens e adolescentes sobre as mudanças que estão ocorrendo em seu corpo, sobre métodos contraceptivos, e sobre sexo seguro.

 

  • Negociar com o parceiro(a) é fundamental: uma relação é um momento de intimidade e cuidado a dois. Por isso, entrar em consenso com o parceiro(a) sobre o uso de um método capaz de prevenir a gravidez não planejada e infecções sexualmente transmissíveis é a melhor maneira de aproveitar o momento do sexo, sem neuroses. 
  • Para prevenir doenças silenciosas, exames de rotina: quem vê cara não vê o histórico de saúde. Tendo isso em vista, cuidar de si mesma, e do parceiro(a), prevenindo-se contra doenças que não dão sinais de que estão ali, é um ato de autocuidado e autoamor. Por isso, pela menos 1 vez ao ano, vá ao ginecologista fazer o preventivo. 

A campanha Ela Decide é um momento em que todas podem trocar experiências e adquirir informações. Falar sobre o seu corpo e entender mais sobre ele faz com que você se empodere e saiba como lidar melhor em situações diversas, além de saber sobre seus direitos sexuais e direitos reprodutivos. Compartilhe e converse com as mulheres que você conhece. #eladecide #saudedamulher 

Setor privado compartilha caso de sucesso na mobilização pela saúde e pelos direitos sexuais e reprodutivos

Pantys, empresa signatária da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos que produz calcinhas absorventes, divide experiência de engajamento de clientes

Na última sexta-feira, 17, aconteceu na cidade de São Paulo reunião ordinária da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos, iniciativa do setor privado e organizações filantrópicas, com apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) ,das embaixadas dos Países Baixos e  do Canadá no Brasil. As instituições mantenedoras e signatárias da Aliança promoveram uma extensa discussão sobre as experiências e resultados alcançados na mobilização e engajamento de pares. A empresa Pantys, que produz calcinhas absorventes, falou da campanha específica lançada em março.

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