Campanha Ela Decide chega a cidades do Distrito Federal

Liderada pelo Fundo de População das Nações Unidas, a ação está em Taguatinga, Ceilândia e Recanto das Emas

Chamando atenção do público para a importância do empoderamento de jovens mulheres para que tomem decisões informadas sobre a vida sexual e reprodutiva, a Campanha Ela Decide chega ao SESC Ceilândia e Taguatinga e ao Instituto Federal de Brasília no Recanto das Emas. A ação é liderada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e pela Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil.

Totens em tamanho natural com as fotos das atrizes Bella Piero e Juliana Alves; e das youtubers Gabi Oliveira, do canal DePretas e Julia Tolezano, a Jout-Jout, foram instalados em pontos estratégicos do Serviço Social do Comércio (SESC) em Taguatinga Sul, Taguatinga Norte e Ceilândia e no Instituto Federal de Brasília (IFB) na unidade do Recanto das Emas. As influenciadoras aderiram voluntariamente à campanha para que a mensagem sobre os direitos sexuais e reprodutivos possa chegar ao maior número de pessoas, especialmente jovens mulheres.  

Tanto no Sesc de Taguatinga Sul/Norte, o público pode interagir com os totens e publicar as fotos nas mídias sociais com a hashtag #ElaDecide marcando também o UNFPA Brasil (@unfpabrasil) e as influenciadoras (@bella.piero, @joutjout, @julianaalvesiam, @gabidepretas) e o perfil da Campanha Ela Decide nas mídias sociais (@eladecide).

 A campanha Ela Decide tem por objetivo discutir sobre o poder de escolher quantos filhos ter, se quer ou não ter filhos e o melhor método de prevenção que cada mulher ou jovem pode optar. Além disso, traz à luz questões sobre igualdade de gênero, assédio sexual, como aceitar o próprio corpo e cuidados com a saúde. 

Em janeiro deste ano, seis totens da campanha também estiveram no Taguatinga Shopping e a novidade é que nos próximos dias, a campanha também chegará ao IFB, na unidade da cidade de São Sebastião, no Distrito Federal. 

Campanha Ela Decide chega a Taguatinga, no Distrito Federal

Liderada pelo Fundo de População das Nações Unidas, a ação ficará até o final de janeiro no Taguatinga Shopping 

Chamando atenção do público para a importância do empoderamento de jovens mulheres para que tomem decisões informadas sobre a vida sexual e reprodutiva, a Campanha Ela Decide chega a Taguatinga. A ação é liderada pelo Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e pela Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil.

Seis totens em tamanho natural com as fotos das atrizes Bella Piero e Juliana Alves; e das youtubers Gabi Oliveira, do canal DePretas e Julia Tolezano, a Jout-Jout, serão instalados nos corredores do shopping. As influenciadoras aderiram voluntariamente à campanha para que a mensagem sobre os direitos sexuais e reprodutivos possa chegar ao maior número de pessoas, especialmente jovens mulheres. 

A instalação acontece no Taguatinga Shopping a partir desta sexta-feira (17) e fica exposta até dia 31 de janeiro. O público vai poder interagir com os totens e publicar as fotos nas mídias sociais com a hashtag #ElaDecide marcando também o UNFPA Brasil (@unfpabrasil) e as influenciadoras (@bella.piero, @joutjout, @julianaalvesiam, @gabidepretas) e o perfil da Campanha Ela Decide nas mídias sociais (@eladecide).

A campanha Ela Decide tem por objetivo discutir sobre o poder de escolher quantos filhos ter, se quer ou não ter filhos e o melhor método de prevenção que cada mulher ou jovem pode optar. Além disso, traz à luz questões sobre igualdade de gênero, assédio sexual, como aceitar o próprio corpo, cuidar da saúde. A campanha é uma das iniciativas da  Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil, uma rede de empresas e organizações filantrópicas que busca fortalecer o tema no país, além das embaixadas do Canadá e do Reino dos Países Baixos. 

O Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) é a agência de desenvolvimento internacional da ONU que trata de questões populacionais. O UNFPA trabalha por um mundo onde todas as gestações sejam desejadas, todos os partos sejam seguros e cada jovem alcance seu potencial. Também colabora com governos e parceiros para promover o acesso universal a serviços integrados de saúde sexual e reprodutiva de qualidade. 

 

Endereço

Taguatinga Shopping. QS 1 – Taguatinga, Brasília – DF

 

Informações para imprensa 

Thais Rodrigues imprensa.brasil@unfpa.org (61) 3038-9246

Rachel Quintiliano imprensa.brasil@unfpa.org (61) 3038-9261

Aplicativo Clue adere à Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil

Empresa de acompanhamento do ciclo menstrual e fértil se une ao Fundo de População da ONU na defesa dos direitos e das escolhas. 

 

O aplicativo de monitoramento menstrual Clue é um dos mais novos membros e signatários da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil. O aplicativo para celular, além de trazer previsões sobre menstruação, TPM e janela de fertilidade, também mostra informações sobre o corpo feminino com conteúdo educativo. O Clue está disponível em espanhol, português e inglês. 

A adesão da empresa à Aliança é um gesto de apoio a agenda de direitos reprodutivos e sexuais no Brasil. Por meio de ações como campanhas, debates, disseminação de informação de qualidade e outras atividades pontuais ou continuadas o Clue trabalha para que meninas e mulheres alcancem seu pleno potencial e exercem seu direito de tomar decisões autônomas sobre sua sexualidade e vida reprodutiva . 

A CEO do Clue, Ida Tin

 

Em nota, Ita Tin, CEO do Clue, ressalta a importância do Clue ser um parceiro oficial do UNFPA Brasil. “O Brasil é um dos nossos maiores mercados e sabemos que milhões de pessoas no país usam nosso app e seguem, todo mês, nosso conteúdo educativo do helloclue.com/pt. Os compromissos firmados sob a aliança nos ajudarão a contar ainda mais histórias sobre saúde reprodutiva, menstrual e sexual desde uma perspectiva brasileira, o que se alinha com a missão geral do Clue de promover o empoderamento e a autonomia de mulheres e pessoas com ciclos”, diz.

A Aliança é uma iniciativa dos setores privado e setores filantrópicos, em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e apoio das Embaixadas dos Países Baixos e do Canadá, para a promoção da saúde e garantia dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil. Lançada em 2018, a Aliança tem como mantenedoras o Instituto Ethos e as empresas MSD e Semina, além das signatárias Accor Hotels, Jontex, Magazine Luiza, Movimento Mulher 360, Pantys, Laboratório Sabin, SESC, The Body Shop e agora, Clue. 

Planejamento Familiar

Gabi Oliveira, youtuber do Canal De Pretas, conduz a roda de conversa com jovens mulheres, promovida pela campanha Ela Decide Seu Presente e Seu Futuro. O tema do papo é planejamento familiar: quando ter filhos? quantos filhos ter? será que todas nós temos acesso à informação e ao diálogo?

O desafio passa pelo parceiro ou parceira. “Seja saúde reprodutiva, seja saúde pensada de modo global, os homens têm muita dificuldade em lidar com a nossa imposição”, afirma Dani Balbi, doutora em Ciência da Literatura. Afinal, é a mulher que ainda vai arcar, numa sociedade como a nossa, com maiores responsabilidades e, em muitos casos, com renúncias como precisar abandonar estudos ou ficar temporariamente fora do mercado de trabalho. 

Roda de conversa sobre saúde sexual e empoderamento feminino da campanha Ela decide, mediada pela influenciadora Gabi Oliveira. Rio de Janeiro. Foto: Valda Nogueira/UNFPA

Dona Karol, do grupo Donas, lembra de uma amiga que está grávida do quarto filho. A maternidade aconteceu precocemente e a jovem mãe, de acordo com ela, não se sente acolhida pela própria família e segue sem acesso aos métodos contraceptivos disponíveis para auxiliá-la no planejamento. 

Poder conversar em casa e ter aulas sobre educação sexual nas escolas. O que parecem medidas simples, nem sempre acontecem na prática. A educadora infantil e doula Magna Domingues reflete sobre essas questões. “Envolve muita vergonha. Eu nunca cheguei para minha mãe e falei: ‘marca uma ginecologista para mim?’ Porque eu poderia ter marcado no posto (de saúde) por exemplo, mas nem passou pela minha cabeça”, completa Gabi Oliveira. 

A médica Marta Rolla lembra que é fundamental que a mulher possa escolher o método anticoncepcional que seja melhor e mais seguro para ela. Além disso, reforça a autonomia que todas precisam alcançar em suas relações. “Saber dizer não na relação: ‘eu não quero ter relação com você’”. Juntas podemos quebrar esses e outros tabus.

Dados do Ministério da Saúde apontam que cerca de 18% dos nascimentos no Brasil são de mães entre 10 e 19 anos. A cada dez crianças que nascem, duas são de mães adolescentes. O índice de gravidez na adolescência do país pode indicar uma dificuldade de acesso a métodos e informações para o planejamento da vida reprodutiva.

Casamento e maternidade

Uma situação que pode ter acontecido com a sua avó, com a sua mãe ou mesmo com você. Nem sempre a maternidade é um desejo da mulher, especialmente quando muito jovem. Algumas abraçam a ideia após se consolidarem em suas carreiras, mas nem todas conseguem se libertar de imposições dos maridos.

“Eu tinha 23 anos, quando casei. Tive filho logo que casei. Eu não queria ter filho, queria ter uma profissão bem sucedida e tal, mas era um desejo dele. Nessa situação, o meu entendimento na época era agradar a esse homem”, conta a poeta Letícia Brito na roda de conversa Ela Decide – Seu Presente e Seu Futuro, conduzida pela atriz Juliana Alves, que também é mãe.

Roda de conversa sobre saúde sexual, casamento e maternidade, mediada pela atriz e influenciadora da campanha Juliana Alves. Foto: Valda Nogueira/UNFPA

Para Anna Cunha, Oficial de Programa do UNFPA, a cobrança da sociedade sobrecarrega o feminino. Um peso que varia conforme o contexto de cada casamento e/ou construção da ideia de família. 

A produtora de conteúdo Adriana Melo lembra do abandono do pai, quando ela tinha apenas nove anos. Por que alguns homens ainda se sentem à vontade para separar-se de suas esposas e incluir os filhos num fim de relacionamento tão definitivo? Qual o reflexo dessa ação para a vida dessas crianças e jovens? 

A média de trabalho é de 7,5 horas a mais que os homens por semana. Em 2015, a jornada total média das mulheres era de 53,6 horas, enquanto a dos homens era de 46,1 horas. Os cuidados com o lar e filhos também se ampliaram. Em 1995, 23% dos domicílios no Brasil tinham mulheres como pessoas de referência. Vinte anos depois, esse número chegou a 40%. 

Essas famílias chefiadas por mulheres não são exclusivamente aquelas nas quais não há a presença masculina: em 34% delas, havia a presença de um cônjuge. Os dados são da pesquisa “Retrato das Desigualdades de Gênero e Raça”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). 

Mesmo assim, quando o pai participa ativamente da criação dos filhos há quem estranhe o fato de ele estar em casa cuidando do bebê quando ela está em algum outro compromisso, seja ele profissional ou social. Vamos quebrar essas barreiras? Com informação, troca de experiências e atitudes podemos transformar essas realidades. Assista ao vídeo e conheça a campanha!

É conversando que a gente se respeita

“Quantas pessoas trans tem aqui?”. Agrippina Candido, artista, professora e travesti lança a pergunta para a roda de conversa,  conduzida pela atriz Juliana Alves e promovida pela campanha Ela Decide Seu Presente e Seu Futuro. O questionamento, na real, é para toda a sociedade que deve fazer reflexões que levem ao respeito à diversidade e às causas da população LGBTQI+.

Precisamos enfrentar os preconceitos em todas as esferas, sobretudo as básicas, como cuidados com a saúde das mulheres, de todas as mulheres. Essa é a letra dada pela poeta Letícia Brito. Profissionais da área devem investir em saberes que englobam ciência e ampliar conhecimentos sobre direitos humanos. Nenhuma mulher deveria ser atendida de maneira discriminatória. No consultório ginecológico, por exemplo, será que todas se sentem amparadas e atendidas em suas demandas?

“Até que pontos essas violências não interferem na nossa autoestima e no nosso poder de decisão?”, pergunta a atriz Juliana Alves. A resposta leva a vários lugares, a começar pelo ambiente doméstico. A cantora Dona Karol recorda de um episódio que envolveu sua mãe e muitas mulheres não conseguem romper o ciclo da violência. Elas devem ser apoiadas não julgadas. Há vários motivos pelos quais essas mulheres seguem com parceiros, como o sustento dos filhos e delas próprias.

O exercício do diálogo e da escuta é transformador. O entendimento dos nossos direitos e as possibilidades das nossas escolham passam pela informação. Ela é a chave para a transformação que queremos. Dona Lanor, também do grupo Donas, espera que esses debates sobre preconceito e violência cheguem às jovens mulheres, presencialmente ou via internet, em ambientes de maior vulnerabilidade, como as favelas, comunidades e periferias. Dê o play no vídeo, reúna as amigas, apoie todas as mulheres! Vamos juntas!

Em caso de violência, a quem devo recorrer?

Central de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – Ligue 180 – Serviço de utilidade pública gratuito e confidencial (preserva o anonimato). O canal é oferecido pela Secretaria Nacional de Políticas desde 2005.

Delegacia da Mulher – Concentram-se principalmente em grandes cidades, mas vale a pena se informar se há unidades em seu município.

Centros de Referência e/ou Cidadania – Em muitos municípios há centros de referência que atendem mulheres em situação de violência. Algumas têm acolhimento especialmente desenvolvido para mulheres trans. Os nomes dos equipamentos podem variar de acordo com o localidade. Procure saber como é onde você mora.

 

Tirando de letra o cuidado com o corpo

O consultório ginecológico é um ambiente onde você se sente amparada e segura ou rola uma apreensão diante da dinâmica da consulta? Se a segunda opção está mais próxima do que você imagina ou do que já passou, se liga na troca de ideias que tivemos.

A ginecologista, obstetra e sexóloga Fátima Duarte acredita que é preciso entender o quanto cada corpo é único. Desde o tamanho de um seio em comparação ao outro, aos pêlos pelo corpo e até em relação ao ciclo menstrual: há um caminho que precisa passar por informação, por diálogo, pelo respeito aos direitos sexuais e reprodutivos. “Precisamos democratizar conhecimentos de maneira multidisciplinar. Isso deve envolver uma série de profissionais. Todas as pessoas precisam se abrir para essa construção, para enxergar a mulher como um todo”, diz a médica, que há sete anos está à frente do projeto Sábado Sem Barreiras, dedicado à saúde de mulheres com deficiência.

Nessa jornada de se conhecer e de fazer as próprias escolhas, a estudante de pedagogia Mileni Natalie conta como prefere ser atendida: “No meu caso, me sinto 100% confortável me consultando com uma médica mulher, não desmerecendo os médicos do gênero masculino, mas me sinto segura”. Outro ponto importante para ela é poder estabelecer um diálogo sobre sua própria sexualidade. “Sempre deixei claro que só me relacionava com mulheres. Acredito que as mulheres estão se sentindo mais confortáveis para falar da sua sexualidade.”

A obstetriz e ativista pela educação sexual Lucila Pougy realiza há dois anos a oficina sobre o tema Meu Corpo No Papel, voltada para jovens do ensino médio de escolas públicas de São Paulo, e concorda com Mileni. “Acho que é uma geração mais aberta, mais fluida, que se sente estimulada ao conhecimento e que interage bastante. Recentemente, dei uma atividade num grupo onde havia uma menina trans, que era curiosa, participativa e, principalmente super acolhida pelos colegas. O que sinto que ainda há muitas dúvidas, não apenas das jovens quanto das mulheres experientes. Por isso, é muito importante que a gente converse abertamente, reflita e pratique uma rotina de cuidados”, conta.

Desafios
“Acredito que é fundamental um olhar cuidadoso no atendimento clínico protetivo, seja ele de rotina ginecológica ou um pré-natal”, sugere Julieta Jacob, mestra em Direitos Humanos pela UFPE e autora do livro Tuca e Juba – Prevenção de Violência Sexual Para Adolescentes. Ela lembra que as diversas necessidades e particularidades das mulheres devem ser atendidas sem julgamentos.

Um ponto importante é visibilizar as pessoas trans que procuram ginecologistas tanto pela saúde quanto pela construção do universo simbólico em que estão inseridas. O profissional médico precisa saber como fazer perguntas de maneira que se estabeleça a confiança. “A abordagem heteronormativa e cisgênera é autoritária. Eu acho importantíssima a construção de uma ginecologia mais atenta, que olhe para pacientes como um todo”, acrescenta Fátima Duarte.

Tamo junta

Alyne Ewelyn Santos é bióloga, grafiteira e militante movimento LGBQTI

Há também uma série de ferramentas que podem ser acessadas para se chegar a um consultório médico sem tantas inseguranças: rodas de conversa, redes de apoio e aulas interdisciplinares sobre corpo e sexualidade. Alyne Ewelyn Santos é bióloga, grafiteira e militante movimento LGBQTI. Participa da Liga Brasileira de Lésbicas e Bissexuais, do grupo Bisibilidade e de coletivos negros no Rio de Janeiro. “Discutir os direitos sexuais e reprodutivos é essencial, especialmente para mulheres negras”, afirma.

Alyne ressalta que a combinação de um bom atendimento com informação e autonomia podem ajudar a mudar uma realidade no Brasil: a gravidez não intencional na adolescência. Ela pode ser evitada com a orientação de ginecologistas e de outros atores que fortalecem a rede de atendimento aos jovens.

Rede de apoio na maternidade!

 

Josimar Silveira e Adriana Arcebispo são pais do Akins e da Dandara

Se liga nesse cuidado para toda a vida!

Desde o momento da gravidez são muitas as questões que envolvem a maternidade. As mulheres que atravessaram as aventuras da primeira viagem garantem: é um turbilhão de emoções e sentimentos. As experiências de cada uma são únicas e, por isso mesmo, compartilhá-las pode ser uma forma de se construir pontes num mundo que, às vezes, parece cheio de barreiras.

Talvez você tenha ouvido falar em rede de apoio e, certamente, você recebeu esse cuidado um dia. A avó, mãe, pai, tio, tia, madrinha, a irmã que acompanham os dias mais sensíveis, especialmente depois do parto. A melhor amiga, a prima, a vizinha que mandam uma mensagem com uma dica valiosa.

Planejando a rede de apoio

Michele e Bruno Passa são pais da Zahara

A Michele e o Bruno Passa, que são pais da Zahara, planejaram a rede de apoio de maneira quase simultânea à gestação. Como as famílias dos dois moram longe, o apartamento foi tomado pelo cuidado das avós durante uma temporada. Atualmente, a distância é minimizada com a ajudinha da tecnologia, já que o casal faz chamadas por vídeo para que a pequena mantenha as referências das avós. “Esse apoio emocional da nossa família é primordial”, destaca Michele, professora e influenciadora digital.

Responsabilidade compartilhada

No dia a dia a sintonia do casal fortalece os cuidados com Zahara. “As pessoas próximas brincam que somos uma dupla. Perguntam: ‘você acorda de madrugada também?’.  Respondo que não é uma ajuda, que é a paternidade e que quero dividir com ela todos os momentos”, conta Bruno, que é oceanógrafo. Ao contrário do que se pode imaginar, Michele e Bruno não desenvolveram uma planilha para partilhar responsabilidades. Conversar, contar como se sente, expor para a outra pessoa dúvidas, inseguranças e medos ajuda. Você não tem que dar conta de tudo sozinha e não precisa.

Os pais de Akins e Dandara, a assistente social Adriana Arcebispo e o metroviário Josimar Silveira, que dividem um perfil no instagram voltado para suas vivências familiares, têm a sorte de contar com uma rede de apoio ampla. As tarefas em casa são divididas. Eles têm o suporte da mãe de Adriana, que passa um dia na semana com os netos, e dos amigos. A construção da rede de apoio permite que eles realizem diversas atividades com as crianças, juntos e também respeitando suas individualidades. Esse é um ponto muito importante: ir ao salão para fazer as unhas ou sair para tomar sorvete com as amigas pode e deve continuar sendo algo que lhe dê prazer.

Josimar lembra que neste ano, quando a esposa teve um problema de saúde, muita gente se dispôs a ajudar com os filhos do casal. “Eu pude cuidar dela tranquilamente porque tinha gente levando e buscando na escola, brincando com eles. Essa rede nos dá a sensação de acolhimento, de que não estamos sós”.

Acionando amigos e amigas

Danielle Bueno de Freitas é mãe da Teresa e do João

Depois de conversar em casa, está na hora do papo com os amigos mais próximos, mesmo os que não têm filhos e filhas. Essa é a dica da Danielle Bueno de Freitas, produtora e mãe do João e da Teresa. “A maternidade é linda, porém pode parecer solitária. As mães lidam de forma muito particular com essa demanda que é grande: amamentar, acordar de madrugada, estar o tempo todo cuidando do bebê. Eu acho que os amigos têm um papel fundamental quando se dispõem a estar presentes. Bom lembrar que aquela mãe continua sendo sua amiga divertida, que gosta de rir e conversar”.

Se sua melhor amiga não consegue segurar um recém-nascido, relaxe. Ela pode ir ao supermercado comprar frutas que não podem faltar na sua geladeira durante a amamentação e até dar um spoiler da série favorita, que você não terá tempo de assistir, mas que vai curtir saber mais sobre a trama. “Meus amigos são muito presentes. Sou mãe de um menino especial (João tem autismo) e que ama arte e eles sempre indicam oficinas e exposições, como as de grafite, que ele adora”, afirma Danielle.

Também tem espaço para grupos nas redes sociais

Telma Bueno Pimentel é mãe de Nina, Gael e Lola

“Toda ajuda é bem-vinda porque o momento é muito legal, mas a gente não sabe de muita coisa, principalmente quando nasce o primeiro filho”, explica a gerente de marketing Telma Bueno Pimentel, mãe de Nina, Lola e Gael. Movida pela vontade de colaborar com mães e pais ao seu redor ela criou uma rede de apoio em forma de grupo de Whatsapp, do qual participam amigos próximos e alguns vizinhos.

A cooperação passa por dicas para ajudar nos desafios dos primeiros dias e meses do bebê, por cuidar de uma criança do apartamento ao lado, por buscar a turminha na escola se os pais ficaram presos no trânsito, por exemplo, e até por ceder uma xícara de farinha quando o ingrediente faltou. “O senso de viver em comunidade, de se ajudar é fundamental, ainda mais num mundo que está muito digital e, às vezes, solitário”, relata Telma.

Já pensou em montar uma rede de apoio assim? É um ótimo jeito de usar uma ferramenta on-line para o bem, para se ajudar e ajudar outras mães, pais e crianças.

Siga no Instagram:

@mamaevintage
@michelepassa
@familiaquilombo

Qual é a idade certa para perder a virgindade?

A hora certa para iniciar a vida sexual é quando você se sentir à vontade. E quando você conhecer o seu corpo!

A gente sabe que sempre bate um turbilhão de dúvidas quando o assunto é transar pela primeira vez. Mas a gente tá aqui pra ajudar! Se ligue nas dicas =)

#Dica 1: Consulte um ginecologista: esse é o profissional que vai te ajudar a entender melhor o seu corpo e certificar-se se está tudo bem. Inclusive, é importante consultá-lo antes da primeira vez!

#Dica 2: Converse com o/a parceira/o: seja um relacionamento estável ou não, é legal bater um papo sobre o que vocês dois ou duas esperam daquele momento.

#Dica 3: Conheça o seu corpo: entender sobre o funcionamento do seu corpo é super importante. Isso faz você ficar mais certa das suas escolhas e ajuda a aproveitar melhor a relação sexual. Vocês conhecem bem como o seu corpo funciona, como se prepara para ter filhos e tudo o mais?  A gente te conta como acontece. #ficadica

#Dica 4: Não tenha pressa: respeite seu tempo. Esteja à vontade para iniciar sua vida sexual! Não precisa ter pressa. É muito importante respeitar seu corpo e suas escolhas

E quando estou num relacionamento estável: o que fazer?

Converse com o/a parceiro/a sobre sexualidade. Mostre mesmo o que você quer (ou não) na hora de perder a virgindade, se já pensa em quando isso irá acontecer e o que você espera. Fale e escute! 

Quando rolar a vontade de transar, esteja certa do que quer e só deixe que aconteça o que você estiver pronta e com vontade para fazer. É muito importante saber sobre como estar segura no sexo, inclusive saber que, sim, na primeira vez você pode engravidar e, caso queira isso, deve estar com a saúde em cima para que tudo ocorra bem.

Leia também: Diálogo e informação, base para um desenvolvimento sexual saudável

Então dá para ficar grávida na primeira vez?

Sabe qual a primeira dica para saber quando o corpo já é capaz de gerar um filho? A menarca! Que nada mais é do que a primeira menstruação e indica que a menina chegou ao período fértil. Depois disso, a gravidez passa a ser possível.  Fique atenta!

É  importante lembrar que o sexo não é apenas para a reprodução. E para ter prazer e não correr riscos,  é legal conhecer seu corpo, saber como funciona o seu aparelho reprodutor.

Na primeira vez, além de poder engravidar, você corre risco de adquirir infecções sexualmente transmissíveis, as IST, como sífilis, gonorreia e HIV.  Usar a camisinha é tipo unir o útil ao agradável: protege contra IST e é um boa forma de não ter filhos. 

Casei virgem: como convidar o/a parceiro/a a conhecer o meu corpo?

Pergunte a ele/a o que curte fazer. Tente ficar tranquila para conhecer seu próprio corpo sozinha também. Ah, e nunca esqueça dos métodos preventivos e contraceptivos, hein  =)

A vontade de agradar o outro provavelmente será grande. E tudo bem! Mas também se não esqueça que é importante que você também se satisfaça: o corpo é seu!

Vale a leitura: Os mitos sobre métodos contraceptivos e como evitar uma gravidez

Virei mãe na primeira transa. E agora como fica o sexo?

Então você decidiu transar a primeira vez e…aconteceu que ficou grávida! Se foi algo que planejou, ótimo! Se não for, tudo pode ficar bem quando você encontra sua rede de apoio, conhece o próprio corpo e vontades. 

Uma mulher que vira mãe ainda é uma mulher, com vontades e desejos, inclusive os sexuais. Cuidar da própria saúde e sexualidade é um ato de autocuidado e prevenção.

Ir às consultas de rotina na ginecologista é muito importante: é aí que você vai verificar se tem algo errado com seu corpo. Ir até a ginecologista não deve acontecer só quando você sente algo de errado. Isso ajuda a ter uma vida mais saudável.

Isso vai ajudar, inclusive, na vida sexual, já que há uma mudança hormonal muito grande. A vontade sexual pode mudar e, se você não se conhecer o suficiente, pode ficar mais complicado de entender.

Vale aquela leitura esperta nessa entrevista com um monte de informações que contemplam desde a primeira menstruação até a fase da menopausa.

Continue conhecendo seu corpo: a ginecologista vai te ajudar. consultas de rotina durante a gravidez e fazer o pré-natal são cuidados básicos. Com esses cuidados e com consciência do seu próprio corpo fica tudo bem, você vai ver. Tem dúvidas? Siga a gente nas nossas redes sociais. #ElaDecide

Agora que sou mãe, deixo de ser livre?

Uma das grandes questões de ser mãe é: 

“Algum dia vou poder voltar a sair?” 

Calma, vem que a gente te dá umas dicas! =)

Olha, a maternidade não torna a mulher um ser de outro mundo. Ela continua sendo um ser humano, com vontades, erros e acertos. Beleza? Então, se você tá vivendo essa montanha russa que é a maternidade, relaxa, vai dar tudo certo e você vai voltar a se reconhecer. Você não está sozinha!  

Mas a maternidade diminui a libido da mulher?

Mesmo com tudo que gira em torno da vida da mulher que se torna mãe,  isso não diminui sua vida sexual. Mas, se rolar falta de libido, procure uma ginecologista e veja o que está acontecendo! Pode ser só uma fase, né? Afinal, a vida não é uma linha reta. Mas é MUITO importante que você fique ligada aos sinais do seu corpo, das suas emoções, da sua psiquê. Beleza?

A maternidade é trabalhosa, mesmo quando as responsabilidades são divididas com o/a parceiro/a e se tem uma rede de apoio. Então, é natural bater um cansaço mesmo. 

#Dicadaamiga: separe uns minutinhos para relaxar

Às vezes, esvaziar os pensamentos e conectar-se consigo mesma é o melhor a fazer.  Que tal acordar uns minutinhos mais cedo ou no horário de almoço. Relaxe e faça isso por você! Seu corpo agradecerá! =)

Mãe também tem vida social!

Quando uma mãe está curtindo uma festa, um baile ou até um cineminha, é comum as pessoas  perguntarem: “ué, cadê o filho?”. Isso não acontece com a mesma frequência para os homens que se tornam pais – a paternidade ativa continua não sendo observada em todos os casos e a cobrança social sobre os homens é bem menor. 

Ser mulher nos dias de hoje pode ser complicado, há cobranças que podem sobrecarregá-la. A gente já falou sobre isso aqui. 

Existe essa ideia de que, uma vez que vira mãe, a mulher passa a ser só isso. Que a sua vida inteira vai se resumir à criança e à maternidade. Isso é uma injustiça! É claro que é uma parte importante da vida, mas ela continua sendo uma pessoa com vários outros interesses. E está tudo bem querer falar e fazer um programa diferente! Isso, inclusive, até melhora o convívio com o filho e a filha e faz muito bem. 

Mas como juntar maternidade e vida social? Vamos lá:

#Dica 1:  tente agendar previamente um “vale night”, uma balada. Mande aquela mensagem marota para familiares próximos, amigos de confiança, perguntando se em tal data, algum deles pode ficar com o seu baby, pra você conseguir um tempinho pra si mesma

#Dica 2: tente separar uns minutinhos pra ficar sozinha. Podem ser uns minutinhos mesmo, 5, 6 minutos: seu filho tá dormindo? pode ser um bom momento para cuidar de si com mais calma. 

#Dica 3: converse com seu/sua parceiro/a sobre o sexo: o que você gosta, como estão as coisas depois da maternidade…enfim, deixe tudo às claras. 

#Dica 4: no SUS você pode encontrar psicólogos que podem acompanhar você, o que é muito importante.

Existe essa pressão social muito forte em torno das mulheres que se tornaram mães e enfrentar isso sem se anular é um desafio! Afinal, essa mãe é um ser humano, que precisa de vida social, o que é saudável, inclusive.

Cuidar de si é um ato de amor, resistência e força! Quer falar sobre isso? Fala com a gente. #ElaDecide