O que é um corpo saudável e como cuidar dele?

A ideia de um corpo saudável é, geralmente, associada à imagem de um corpo que está dentro de (rígidos) padrões estéticos. Mas a saúde da mulher acaba sofrendo com essas determinações. O ideal é chegar a um equilíbrio entre saúde e bem-estar com o próprio corpo.

 

Quantas vezes você já se pegou em frente ao espelho, após o banho, antes de se vestir e saiu questionando a beleza do seu corpo? O processo é o mesmo: olha aqui, puxa ali, amassa o quadril de um lado, aperta a cintura de outro, como se estivesse moldando a própria silhueta com as mãos: “meus seios poderiam ser mais em pé”, “preciso malhar mais um pouquinho…”.

Essa rotina pode ser bem comum. Mulheres vivenciam pressões sociais que as fazem ter relações muito rígidas com próprio corpo: é difícil encontrar uma mulher que não queira perder dois ou três quilos.  E esse diálogo interno de exigência estética pode afetar a noção de saúde que se tem com o próprio organismo.

O que acontece com muitas mulheres, por sofrerem essa pressão estética, é a falsa noção de que, ao se aproximarem desse ideal de beleza acharem que seu corpo está saudável. No entanto, é muito importante ressaltar: um corpo adequado a um padrão de beleza não é necessariamente um corpo saudável.

Como saber, então, se a saúde do corpo está em dia? Quais hábitos devem ser cultivados em frente ao espelho e intimamente – muito além do estica-e-puxa diário a fim de resgatar a beleza interior e não ter que se encaixar em um padrão? 

 

O que é um corpo saudável?

A saúde do corpo está intimamente ligada ao autocuidado. E isso quer dizer um pouco mais do que estar à vontade com o próprio corpo. Para manter a saúde do seu corpo, antes de tudo, você deve conhecê-lo. E isso vai além de olhar o corpo no espelho para ver se ele agrada esteticamente.

Para que a sua saúde esteja em dia, todos os seus órgãos internos do seu corpo devem funcionar propriamente, sem doenças que possam acometê-lo. No caso da mulher, algumas áreas do corpo devem receber atenção especial: os seios, o útero e os ovários, por exemplo. Se você não tem plena consciência do seu funcionamento saudável, consegue perceber facilmente os sinais caso estejam precisando de mais cuidados. A saúde do corpo feminino passa por investigar o aparelho reprodutor por ele ser não aparente. No artigo Aparelho Reprodutor Feminino: você conhece o seu? você consegue ter uma noção bem clara sobre isso. 

 

Sabe a máxima “Corpo são, mente sã”? Pois é: um depende do outro. Conheça os limites do seu corpo, a forma que ele tem e respeite-o. Ao conhecer o seu histórico de saúde, aderir a exames de rotina e aceitar as suas próprias características, você começa uma nova relação mais saudável com a sua própria imagem e com o seu corpo. 

Ao aprimorar seu autocuidado, fica mais fácil de acompanhar as transformações e observar quando há algo de errado, como prevenir-se de doenças de todos os tipos, mesmo aquelas que têm tratamento de longo prazo como cânceres de mama e de colo do útero, por exemplo.

 

Como cuidar da saúde do seu corpo da mulher?

Seu corpo dá sinais. E você precisa ficar atenta para percebê-los, até mesmo para saber relatar o que está acontecendo com você a um profissional, que é quem vai cuidar da sua saúde com mais detalhes.

Como cuidar dos seios:

Os seios são a parte do corpo da mulher que desenvolve-se durante a puberdade, que ficam mais evidentes na silhueta. As mamas, muito mais do que uma área em que a maioria das mulheres identificam como zona de prazer, são também um local de desenvolvimento de diversas doenças, se não cuidadas e tratadas.

Muitas mulheres relatam dores nos seios, em momentos diferentes da vida. Chamadas de mastalgia, essas dores podem ser, ou não,  sintoma de alguma doença. Durante a puberdade, são comuns e alguns corpos podem reagir bem com uma simples aplicação de água morna e uso de um sutiã com boa sustentação. Dores constantes devem ser sempre relatadas a um profissional de saúde.  

Os hormônios podem ser grandes causadores da mastalgia: durante a menstruação e gravidez, as mamas podem doer bastante – no primeiro caso a pílula anticoncepcional pode ajudar (um médico deve ser sempre consultado), e no segundo caso, banhos com água morna podem aliviar. No caso de dores durante o uso de anticoncepcionais, seu médico deve ser avisado imediatamente (pois pode indicar uma reação ao remédio). 

Raramente cânceres causam dores nos seios, mas é muito importante ficar atenta a outros sinais como secreções saindo pelo mamilo e depressões na mama, que podem indicar inflamações na mama. É muito importante que você faça o autoexame e vá ao ginecologista para fazer check-ups

Tocar diariamente nas mamas durante o banho e observá-las é uma maneira eficaz de prevenir doenças como câncer, pois você passa a conhecer o formato da mama através do toque. Estudos apontam exercícios físicos ajudam na prevenção  também. Evitar álcool, beber bastante água e ter uma boa alimentação, além de conhecer os antecedentes familiares sobre câncer também ajudam na prevenção.

 

Como cuidar do útero

Antes de tudo, o útero é um órgão interno, ou seja, assim como os ovários, por não estarem expostos, tratam-se de uma área mais delicada à detecção de qualquer alteração. Por isso, é muito importante estar atenta a sintomas.

O útero é o órgão que recebe o óvulo fecundado em caso de gravidez e é onde, também, fica o endométrio, um tecido que recebe o óvulo – é a descamação do endométrio que faz você menstruar. O câncer do colo do útero é o terceiro tipo de câncer com maior taxa de mortalidade no Brasil. A incidência está associada ao HPV, uma IST que acomete a grande maioria das mulheres sexualmente ativas no país.

Proteja-se, sempre! A proteção com contraceptivo de barreira (camisinha) durante as relações sexuais é, muitas vezes, vital. E optar por proteger-se demonstra o quanto você se preocupa consigo mesma e com a saúde do seu corpo.

 

Saiba mais sobre como ISTs podem afetar a saúde do seu corpo no artigo Aparelho Reprodutor Feminino: como protegê-lo das Infecções Sexualmente Transmissíveis.

 

Como cuidar dos ovários

Os ovários são glândulas onde são produzidos os óvulos, que, quando fecundados por um espermatozóide, dá início ao processo de gravidez. A saúde dos ovários  – ou a falta dela – está ligada a hábitos e características do organismo.

O câncer dos ovários está relacionada a fatores hereditários, obesidade e até ao consumo de contraceptivos orais – por isso todo o processo de administração deste medicamento deve ser acompanhado por uma ginecologista.

 

Saiba mais sobre a consulta ginecológica no artigo Chegou a hora da consulta ginecológica, e agora?

 

Corpo bonito é corpo com saúde


Saiba que a beleza do corpo, o padrão estético que o corpo feminino segue é muito subjetivo: a barriga negativa, a quantidade de gordura corporal, a magreza, entre outros aspectos que respondem somente a imagem que você vê no espelho, não devem ser o seu guia para cuidar da saúde do seu corpo. 

Mantenha hábitos saudáveis como alimentar-se adequadamente, fazer exercícios físicos regulares  e, para a saúde do aparelho reprodutor, ir sempre ao ginecologista. Observe seu corpo e as suas reações, muito além da estética e da beleza-padrão que foi estabelecida.

Um corpo bonito é um corpo que está cheio de saúde apto a ser uma ferramenta de sociabilização, prazer, e relacionamento saudável. 

Conheça e preserve seu corpo. Ajude outras mulheres a fazerem o mesmo: compartilhe essas informações com suas amigas, irmãs, mães, tias, primas. Saúde do corpo da mulher: #ElaDecide

A roupa que uma mulher veste pode ser um convite ao sexo?

O assédio sofrido por mulheres nas ruas e nos locais de trabalho é, muitas vezes, associado às roupas que elas usam. Até quando? 

 

O assédio sexual é uma abordagem grosseira, e não consentida, que a mulher pode sofrer nas ruas, na escola, nos transportes públicos, no local de trabalho, nas imediações de casa.  Para reconhecer o assédio é importante pensar primeiramente na conduta do assediador. O assédio: 

  • Coloca a mulher em posição de subordinação, por exemplo, quando o ato ocorre em troca de ‘favores sexuais’, como notas na escola, ou cargos mais altos no trabalho.
  • Expõe a mulher à ridicularização. Isso ocorre, por exemplo, o assediador insulta a mulher ao receber uma negativa às suas investidas.
  • Faz uma ameaça direta à integridade da mulher. Exemplo: ‘caso você não faça o que eu quero, eu vou fazer o que bem entender com você’. 

O que nos leva à pergunta: a conduta do assediador pode ser induzida pela roupa da mulher?

Não. Não importa como a mulher está vestida, ela nunca deve ser assediada. O assédio começa, muitas vezes, com uma agressão verbal, que pode vir a se tornar uma agressão física. Para que a mulher combata esse tipo de conduta, é necessário que ela reconheça quando está em situação de risco para que possa acionar as devidas medidas de proteção. Os recursos mais indicados são o 190, o posto policial mais próximo (caso a mulher esteja na rua), ou mesmo a delegacia para crimes contra a mulher.

Normatizar o vestuário não diz nada sobre a conduta da mulher

A mulher tem o direito de escolher o que quer vestir, sem que isso a exponha ao risco. A roupa é, muitas vezes, considerada o ‘causador’ de tamanho debate pelo fato de a mulher ser vista como provocante, ao escolher determinada peça de roupa no vestuário. No entanto, a objetificação do corpo da mulher brasileira, fala mais diretamente sobre essa relação entre a mulher, a roupa, e os pré-conceitos estabelecidos pela sociedade, do que a vestimenta em si. 

A classificação da mulher pelo seu tipo de roupa leva a diminuição desta à sua imagem externa, e coloca rótulos que carregam pré-conceitos há muito já debatidos, como ‘vai vestir uma roupa decente’, ‘roupa para chamar homem’, ‘isso é roupa de mulher da vida’, ou uma ‘roupa de mulher sem classe’. Todas essas são representações de um machismo enraizado.

 

O rótulo não deve existir: nem na roupa, nem na mulher.

Adequar a roupa à ocasião na qual vai ser usada é algo que a indústria da moda explora há muito tempo – é o chamado ‘dress code’, ou seja, um ‘código’, de como se vestir, em uma determinada situação. 

Mas, mesmo no mundo da moda, esses códigos são revisitados o tempo todo para melhor representar a mulher, o homem e os movimentos sociais, já que a Moda também é responsável por retratar o sentimento das gerações. Assim, não importa se a mulher vai usar vestidos ajustados ao corpo, decotes, saias com fendas: o que define a relação desta mulher com o seu próprio corpo, e em uma relação interpessoal, não o que ela está vestindo.

Quanto mais uma jovem, adolescente ou adulta, conhecer os seus direitos e como lidar com o seu corpo, e com as abordagens em relação ao sexo, mais ela vai desenvolver autonomia e segurança para estabelecer o seu espaço, e também os seus limites nas relações em sociedade. As roupas já têm os seus próprios rótulos, e um maior ou menor pedaço de tecido está muito longe de representar tudo o que uma mulher é por dentro, tampouco é um convite para o assédio. 

Saiba que o vestuário não foi, não é, nunca será um convite formal ao sexo. Quem decide quando, com quem e qual o melhor momento para manter uma relação sexual é você, independente do que você está vestindo. Qualquer conduta que seja contrária ao seu consentimento é assédio, denuncie. Está em suas mãos. #ElaDecide. 

Sexy sem ser vulgar: porque você deve debater a objetificação do corpo da mulher?

empoderamento feminino

Ser mulher em nossa sociedade pode significar ter o corpo exposto a violências físicas e simbólicas  que partem do princípio da sua objetificação. Como refletir sobre e, mais importante, como lidar e lutar contra isso.

É notável a ascensão das articulações femininas em prol da liberdade e dos direitos das mulheres. São debates, rodas de conversas, iniciativas nas universidades, grupos online, pauta em programas televisivos,  manifestações artísticas e afins, como se viu em diversos países nas manifestações do Dia Mundial da Mulher ao redor do mundo em 2019. 

Entretanto, até hoje ainda há estereótipos que cerceiam a existência feminina provenientes também do machismo estrutural que ainda assola a sociedade. Mulheres ainda são desrespeitadas, têm seus corpos e direitos violados, são hiperssexualizadas, objetificadas e invizibilizadas em diversos níveis: desde as produções que vemos na mídia e indústria do  entretenimento às relações em seus lares.

Histórica e socialmente,  foi construída a ideia da mulher como alguém servil. Mas, a cada dia essas estruturas são questionadas. É importante que a sociedade, e sobretudo, as mulheres, conheçam os direitos femininos. Conhecimento é um dos pilares mais importantes para o empoderamento feminino.  Segundo dados do IBGE, em 2019, as mulheres são responsáveis por cerca de 14% a mais dos trabalhos domésticos em relação ao homem. Ou seja, além de muitas vezes, enfrentar uma jornada de trabalho regular, ao chegar em casa, essa mulher ainda é responsável pelas tarefas e manutenção do lar. Tal acúmulo de funções, e esse peso de servir o tempo todo e em diferentes contextos, ocasiona sobrecarga mental e física. Mesmo com todos os avanços sociais, ainda espera-se que a mulher esteja ali pra servir.

No Brasil, o corpo da mulher é fruto de uma construção histórica, e é considerado inferior. 

Historicamente, a  mulher é vista de maneira secundária na sociedade. Simone  Beauvoir, no primeiro capítulo do livro “O segundo Sexo”, no fim da década de 1940, já alertava que socialmente a mulher é o “Outro”, em relação aos homens. Ou seja, suas vontades são subjugadas, e suas vivências colocadas em segundo plano. 

Quando falamos de mulheres negras, segundo  a psicóloga, artista e teórica cultura, Grada Quilomba, a mulher negra é o “Outro do Outro”, pois além das questões sociais em torno do feminino, ela também encontra barreiras no quesito raça, já que o racismo ainda é forte e estrutural no Brasil. Além disso, para fortalecermos a luta feminina, é importante pensar o feminismo por uma “perspectiva de raça e classe”, segundo propõe a  filósofa Djamila Ribeiro. 

Portanto, repensar a forma como a mulher e o seu corpo foram construídos socialmente, é uma forma de olhar o passado, e reescrever o futuro, sem que se cometam os mesmos erros, a fim de  tornar a luta feminina ainda mais forte e inclusiva.

Conhecer os direitos das mulheres é fundamental para promover mudanças

Direito da mulher é todo aquele que a protege como indivíduo, é previsto e garantido por lei, pelos costumes e comportamentos, e são validados pela sociedade, que assume um compromisso em respeitá-los. 

Em 1995, na Conferência Mundial sobre a Mulher realizada em Pequim, foi constatada que a igualdade de gênero não é realidade em nenhum país do mundo. Para reverter esse cenário, firmou-se um compromisso, a Agenda 2030, com um Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) focado em diminuir as desigualdades contra mulheres e as meninas ao redor do mundo

Falar sobre o corpo da mulher brasileira é estimular a desconstrução

Dialogar sobre a mulher brasileira como indivíduo, e como agente na sociedade é, sobretudo, um processo de desconstrução dos estereótipos que permeiam o imaginário acerca do que é feminino, o que é relativo ao gênero, e do papel que foi construído para ela ao longo dos anos. 

A busca por informações sobre os direitos femininos é uma importante ferramenta na construção de um novo cenário em que a mulher pode ser aceita, em que seus direitos possam ser conhecidos e  respeitados, e cria um espaço de acolhimento, em que ela pode se sentir orgulho de ser quem é. Nesse ponto, reside a representatividade, no sentido de que essa mulher pode conseguir melhores condições para viver.  Muda a forma como a mulher se vê, pois ela deixa de ser ‘o outro do Outro’ para se tornar cada vez mais dona de si. Esse caminho pode ser feito por meio de autoconhecimento, e do conhecimento dos direitos da mulher,  que são capazes de embasar verdadeiras mudanças, e construir para essa mulher, novos espaços.  #ElaDecide.

Leitura relacionada: Para você? O que é ser mulher nos dias de hoje?

Sexo e relações de poder: você decide pela sua proteção na hora H?

Sexo desprotegido e o aumento das infecções sexualmente transmissíveis no Brasil colocam em debate a autonomia da mulher na relação sexual 

Respeito, cuidado mútuo e prazer. No início da vida sexual de uma jovem ou adolescente, há muitos aspectos que fogem à educação sexual integral, pois, no Brasil, este ainda não é um assunto discutido em profundidade em casa ou nas escolas. A dificuldade de acesso à informação sobre formas de contracepção e de prevenção cria tabus no momento em que a jovem mais precisa munir-se de métodos para a prática do sexo saudável. E cria tabus que são repercutidos na geração atual e nas gerações futuras. 

Segundo pesquisa da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia de São Paulo, apresentada no Programa Panorama, com cerca de 846 profissionais ginecologistas, apenas 45% das adolescentes usam camisinha na primeira relação sexual, e 46% dos respondentes afirmam que menos da metade das jovens continua usando nas demais relações íntimas. Esse quadro aponta para outro mais grave: com menos jovens protegidas, o risco da proliferação de infecções sexualmente transmissíveis no Brasil aumenta: elas crescem à medida em que a saúde da mulher é deixada de lado.

Infecções sexualmente transmissíveis e a saúde da mulher brasileira 

O Brasil se vê diante de um novo avanço de infecções sexualmente transmissíveis, muitas delas já eram consideradas controladas no território nacional, como a AIDS, e a sífilis. 

As doenças relacionadas à AIDS continuam sendo algumas das principais causas de mortalidade entre mulheres de 15 a 49 anos no mundo, segundo boletim da UNAIDS. A sífilis, por sua vez, é uma infecção sexualmente transmissível cujo número de casos saltou de 1.549 para 87.993 em apenas 6 anos (de 2010 e 2016), de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). 

Tanto a AIDS quanto a sífilis são doenças silenciosas, que ficam em estado latente, e só se manifestam no indivíduo depois de muito tempo, geralmente em casos já avançados. Por isso, uma rotina de exames preventivos, é o que pode fazer a diferença no momento de cuidar da saúde sexual feminina. 

Ler mais sobre as doenças que afetam a saúde da mulher e como preveni-las é fundamental para conhecer o seu corpo, entender os sintomas que podem aparecer nele em qualquer fase da vida e escolher métodos de prevenção que possam acompanhá-las durante a vida sexual.

Cuidados essenciais com a saúde do corpo da mulher 

Dar início à vida sexual não é nada fácil. Existem inseguranças relacionadas ao corpo, aos parceiros(as), e à própria saúde. No entanto, o que previne a mulher de qualquer risco é o acesso à informação e aos exames de rotina. 

Como tornar o sexo uma fonte de informação e realização?

    • Cuidar do seu corpo em primeiro lugar: cada corpo funciona de uma maneira, e um profissional de saúde é o mais indicado para responder às principais dúvidas das jovens e adolescentes sobre as mudanças que estão ocorrendo em seu corpo, sobre métodos contraceptivos, e sobre sexo seguro.

 

  • Negociar com o parceiro(a) é fundamental: uma relação é um momento de intimidade e cuidado a dois. Por isso, entrar em consenso com o parceiro(a) sobre o uso de um método capaz de prevenir a gravidez não planejada e infecções sexualmente transmissíveis é a melhor maneira de aproveitar o momento do sexo, sem neuroses. 
  • Para prevenir doenças silenciosas, exames de rotina: quem vê cara não vê o histórico de saúde. Tendo isso em vista, cuidar de si mesma, e do parceiro(a), prevenindo-se contra doenças que não dão sinais de que estão ali, é um ato de autocuidado e autoamor. Por isso, pela menos 1 vez ao ano, vá ao ginecologista fazer o preventivo. 

A campanha Ela Decide é um momento em que todas podem trocar experiências e adquirir informações. Falar sobre o seu corpo e entender mais sobre ele faz com que você se empodere e saiba como lidar melhor em situações diversas, além de saber sobre seus direitos sexuais e direitos reprodutivos. Compartilhe e converse com as mulheres que você conhece. #eladecide #saudedamulher 

Setor privado compartilha caso de sucesso na mobilização pela saúde e pelos direitos sexuais e reprodutivos

Pantys, empresa signatária da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos que produz calcinhas absorventes, divide experiência de engajamento de clientes

Na última sexta-feira, 17, aconteceu na cidade de São Paulo reunião ordinária da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos, iniciativa do setor privado e organizações filantrópicas, com apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) ,das embaixadas dos Países Baixos e  do Canadá no Brasil. As instituições mantenedoras e signatárias da Aliança promoveram uma extensa discussão sobre as experiências e resultados alcançados na mobilização e engajamento de pares. A empresa Pantys, que produz calcinhas absorventes, falou da campanha específica lançada em março.

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Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil inicia 2019 com duas novas signatárias

O ano de 2019 iniciou com duas novas signatárias da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil. As empresas Pantys e The Body Shop passam a integrar o grupo que apoia a Aliança e que assume publicamente o compromisso de promoção a iniciativas busquem garantir a saúde e os direitos sexuais e reprodutivos no país.

A Aliança é uma iniciativa dos setores privado e setores filantrópicos, em parceria com o Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA) e apoio das Embaixadas dos Países Baixos e do Canadá, para a promoção da saúde e garantia dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil. Lançada em 2018, a Aliança tem como mantenedoras o Instituto Ethos e as empresas MSD e Semina. Além das novas apoiadoras, Pantys e The Body Shop, também apoiam a iniciativa AccorHotels, Magazine Luiza, Movimento Mulher 360, Reckitt Benckiser, Sabin e SESC.

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AccorHotels adere à Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil

O CEO da rede AccorHotels na América do Sul, Patrick Mendes, e o representante do UNFPA no Brasil, Jaime Nadal, assinam compromisso pela Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil (Foto: Divulgação/AccorHotels)

Na última quinta-feira, 13, a rede Accor Hotels assinou compromisso e passou a integrar o grupo de organizações da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil. A assinatura aconteceu em São Paulo durante o Fórum RiiSE 2018, programa do grupo que tem o objetivo de incentivar a diversidade em cargos de liderança para a geração de ambientes de trabalho inovadores e mais produtivos.

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UNFPA e setor privado avaliam resultados de 2018 e planejam ações para 2019

Participaram da reunião representantes das empresas MSD e Semina, mantenedoras da Aliança, as signatárias Magazine Luiza, Pantys e Grupo Accor, além das empresas Cabify e The Body Shop (Foto: UNFPA Brasil/Paola Bello)

Discutir o atual cenário da saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos no Brasil e pensar soluções para mobilizar diferentes setores para a pauta. Estes foram os principais assuntos que guiaram a última reunião da Aliança pela Saúde e pelos Direitos Sexuais e Reprodutivos no Brasil foi realizada na quinta-feira, 29, em São Paulo.

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Empoderamento feminino e representatividade da mulher negra em debate do Rio

O evento reuniu cerca de 100 pessoas no auditório do Instituto de Arquitetos do Brasil, no Rio de Janeiro (Foto: UNFPA Brasil/Thais Ellen)

Nesta terça (20), Dia da Consciência Negra, a campanha Ela Decide discutiu empoderamento feminino, mercado de trabalho e oportunidades, especialmente para mulheres negras. O evento “Um diálogo entre Brasil e Noruega: o impacto dos debates sobre empoderamento feminino e racial na sociedade” foi realizado pelo Consulado Geral da Noruega e Innovation Norway, com o apoio do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), e reuniu cerca de 100 pessoas no auditório do Instituto de Arquitetos do Brasil, no Rio de Janeiro.

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Igualdade de gênero e raça são foco de debate no Rio de Janeiro

O evento aborda os desafios das mulheres nas duas sociedades contemporâneas e a importância da empatia e da escuta à mulher negra (Divulgação)

No Dia da Consciência Negra, lembrada em 20 de novembro, o Fundo de População da ONU no Brasil, o Consulado Geral da Noruega e Innovation Norway debatem sobre equidade de gênero e raça. A campanha Ela Decide, do UNFPA, será o norte para falar sobre empoderamento feminino, mercado de trabalho e oportunidades para as mulheres, especialmente para as mulheres negras. O evento acontece no Instituto dos Arquitetos do Brasil, no Rio de Janeiro.

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